Vitamina D aumenta sobrevivência do cancro da mama

Estudo publicado na revista “Anticancer Research”

11 março 2014
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Níveis elevados de vitamina D aumentam a sobrevivência ao cancro da mama, defende um estudo publicado na revista “Anticancer Research”.
 

Os investigadores da Universidade de Califórnia, nos EUA, já tinham observado que níveis baixos de vitamina D estavam associados a um elevado risco de cancro da mama na pré-menopausa. Este achado levou a mesma equipa de investigadores a questionar-se sobre a possível relação entre a 25-hidroxivitamina D, um metabolito produzido pelo organismo resultante da ingestão de vitamina D, e a taxa de sobrevivência do cancro da mama.
 

Os investigadores analisaram os dados de cinco estudos, que incluíram 4.443 pacientes com cancro da mama. Foram avaliados os níveis de 25-hidroxivitamina D na altura do diagnóstico da doença e no período de acompanhamento, que teve uma duração média de nove anos.
 

O estudo apurou que as mulheres incluídas no grupo com elevados níveis de 25-hidroxivitamina D no sangue apresentavam uma probabilidade duas vezes maior de sobreviver à doença, comparativamente com aquelas com níveis baixos deste metabolito. Os níveis de 25-hidroxivitamina D das mulheres eram, em média, 30 ng/ml e 17 ng/ml, conforme estivessem incluídas no grupo com elevados e baixos níveis deste metabolito, respetivamente
 

Um dos autores do estudo Cedric F. Garland explicou que a 25-hidroxivitamina D aumenta a comunicação entre células, através da ativação de uma proteína que bloqueia a divisão excessiva das células. Desta forma, na presença dos recetores da vitamina D o crescimento tumoral e a sua disseminação são impedidos. Só quando o tumor se encontra em estádio avançado é que estes recetores deixam de estar presentes. Assim, esta é a razão pela qual há uma maior sobrevivência nos pacientes com níveis elevados de vitamina D.
 

Estes achados sugerem que a vitamina D deveria ser utilizada como adjuvante da terapia para o cancro da mama. Apesar de, na opinião do Cedric F. Garland, ser necessária a realização de mais estudos para a confirmação destes resultados, o investigador defende que os médicos deveriam considerar a prescrição imediata de vitamina D para estas pacientes.
 

"Não há nenhuma razão para esperar por mais estudos para incorporar suplementos de vitamina D nos regimes terapêuticos, uma vez que já foi apurada a dose necessária e segura de vitamina D", conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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