Vitamina D: a importância da exposição diária ao sol

Declarações de um especialista

02 outubro 2015
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A exposição ao sol durante 20 minutos por dia, entre abril e setembro, é o suficiente para obter a quantidade de vitamina D para o ano inteiro, disse um docente da Universidade de Coimbra.
 
“Ninguém deve expor-se ao sol ao ponto de ficar queimado", mas tem a possibilidade de obter a "dose simples" necessária, disse à agência Lusa o reumatologista Pereira da Silva, organizador de uma conferência sobre a carência e os efeitos daquela vitamina na população portuguesa.
 
Duzentos médicos de diversas especialidades, oriundos de todo o país, irão participar no primeiro “Fórum D”, que vai decorrer no sábado, com início às 10:00, no auditório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
 
A “dose simples” a que se refere o professor de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) pode ser assegurada, nos meses mais soalheiros do ano, entre as 10:00 e as 16:30.
 
“A grande fonte desta vitamina é o sol, que transforma colesterol em vitamina D”, explicou o reumatologista.
 
Pereira da Silva referiu que “os portugueses têm muito sol, mas em geral fogem dele ou cobrem-se com protetor solar”, tal como acontece com os habitantes do Norte de África e do Médio Oriente, que envergam roupas pretas, “por hábito ou razões culturais”.
 
Centrado no “papel da vitamina D na manutenção do bem-estar e envelhecimento saudável”, este encontro nacional tem como objetivo debater as necessidades diárias da vitamina no organismo humano, “bem como as estratégias de combate à carência” desta substância.
 
Para além dos benefícios esqueléticos e musculares, a vitamina D é indispensável para combater diversos tipos de cancro, hipertensão, infeções e doença de Alzheimer, entre outras enfermidades.
 
“Praticamente todas as células do organismo falam com a vitamina D”, disse o professor.
 
O défice de vitamina D é um problema que afeta cerca de mil milhões de pessoas em todo o mundo.
 
Num universo de 123 doentes idosos, internados no Serviço de Reumatologia do CHUC, 67,5% revelava “carência grave” de vitamina D, segundo um estudo recente citado por Pereira da Silva.
 
O estudo, da autoria de Tânia Santiago e outros investigadores, indicou 25% dos doentes com “carência moderada” e apenas 7% com “níveis normais” dessa vitamina. Entre os alimentos mais ricos em vitamina D encontram-se os peixes gordos, como a sardinha, o salmão ou o sargo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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