Vitamina A pode ajudar a combater cancro do pâncreas

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

13 setembro 2016
  |  Partilhar:

A vitamina A pode desempenhar um papel importante no combate contra a forma mais comum do cancro do pâncreas, sugere um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

O adenocarcinoma ductal pancreático, um tipo de cancro do pâncreas maligno, é extremamente agressivo e difícil de tratar. A comunidade científica tem procurado mutações genéticas e vias de sinalização bioquímicas que permitem a disseminação das células cancerígenas.
 

No entanto, apesar dos avanços obtidos ao longo dos últimos 40 anos, a taxa de sobrevivência deste tipo de cancro manteve-se relativamente inalterada. Assim, neste estudo, os investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, decidiram focar-se nas células que circundam o tumor em vez das células cancerígenas.
 

Os cientistas analisaram como as alterações mecânicas no grupo de células que residem no ambiente tumoral, conhecidas por células estreladas, afetam a progressão do adenocarcinoma ductal pancreático.
 

No pâncreas saudável, as células estreladas encontram-se num estado dormente, armazenando grandes quantidades de vitamina A. Contudo, à medida que o adenocarcinoma ductal pancreático progride, estas células são ativadas em resposta a sinais do tumor e perdem o seu conteúdo de vitamina A.
 

As células estreladas ativadas formam um tecido conjuntivo denso em torno do tumor, que é utilizado pelas células cancerígenas para se disseminarem para outras partes do corpo. Este tecido também limita a capacidade de os fármacos anticancerígenos atingirem o tumor.
 

No entanto, os investigadores constataram que era possível desativar as células estreladas, impedindo potencialmente a formação de tecido em torno do tumor, através de um processo que envolve a vitamina A.
 

Num organismo saudável, a vitamina A é convertida no ácido trans retinóico total (ATRA, sigla em inglês), que ajuda a regular várias funções, incluindo o crescimento e desenvolvimento normal. Quando este processo foi induzido laboratorialmente, o ATRA anulou a capacidade de as células estreladas remodelarem o meio ambiente. Como resultado, a fibrose sofreu uma redução e o ambiente tornou-se menos propício à disseminação do tumor pancreático.
 

Apesar de estes achados não provarem que a toma de vitamina A seja benéfica para estes pacientes, os investigadores acreditam que estas novas informações sobre os mecanismos do adenocarcinoma ductal pancreático poderão ajudar os cientistas a explorar novas formas de combater a doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.