Vitamina A afeta a formação de células sanguíneas

Estudo da Universidade de Lund

27 fevereiro 2015
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Investigadores suecos identificaram um efeito até então desconhecido da vitamina A no desenvolvimento embrionário humano, tendo demonstrado que esta vitamina afeta a formação de células sanguíneas.
 

A molécula sinalizadora, ácido retinóico, é um produto da vitamina A que ajuda na forma como os diferentes tecidos são formados no embrião em desenvolvimento. Pela primeira vez, os investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, estudaram os efeitos do ácido retinóico na forma como as células sanguíneas se desenvolviam a partir de células estaminais humanas. No modelo laboratorial, as células estaminais foram expostas a moléculas sinalizadoras específicas, diferenciando-se em células sanguíneas.
 

Os investigadores verificaram que a presença de níveis aumentados de ácido retinóico reduzia drasticamente o número de células sanguíneas que poderiam ser produzidas. Por outro lado, a redução dos níveis deste ácido aumentava a produção de células sanguíneas em 300%.
 

Assim, com base nestes resultados, a equipa liderada por Niels-Bjarne Woods propôs um novo modelo que explica como o ácido retinóico afeta o desenvolvimento embrionário do sangue.
 

Apesar de a vitamina A ser necessária para uma gravidez normal, há muito que se sabe que níveis excessivamente elevados desta vitamina podem provocar danos no feto, incluindo risco de malformação e aborto. Desta forma, as mulheres grávidas têm sido aconselhadas a limitar o consumo de alimentos com elevado teor de vitamina A sob forma de retinoides.
 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados demonstram que doses elevadas de vitamina A têm efeitos negativos no desenvolvimento do sangue. Isto sugere que há uma razão adicional para as mulheres evitarem o consumo excessivo de vitamina A durante a gravidez.
 

“Estes achados aumentam o nosso conhecimento da complexidade do processo da formação do sangue durante o desenvolvimento embrionário. Esperamos que esta e outras descobertas futuras conduzam à produção de células estaminais sanguíneas em laboratório que, por sua vez, possam ser utilizadas no tratamento de doenças do sangue e malignidades”, conclui Niels-Bjarne Woods.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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