Vírus Zika e a transmissão sexual

DGS considera não haver motivos de preocupação adicional

04 fevereiro 2016
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Os Estados Unidos confirmaram que o vírus Zika se transmite sexualmente, aumentando o temor de uma propagação rápida da doença, suspeita de causar malformações no cérebro de fetos.

 

Contudo, a subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou que não há motivos para preocupações adicionais.
 

“Neste momento, não há nenhum motivo especial de preocupação. Já aconteceu com outros vírus da mesma família, como o dengue. Não há, para já, nenhum tipo de preocupação adicional. Há motivo sim para continuar a investigar”, disse à agência Lusa Graça Freitas.
 

“O vírus já tinha sido identificado nos EUA. Agora, as autoridades confirmaram que foi detetado o vírus no sémen de dois homens, mas isso comparado com os milhares de pessoas que são infetadas pela via do mosquito é muito diferente. O risco de transmissão é reduzido. Obviamente, se continuarem a detetar-se mais casos tem de fazer mais investigação e mais estudos”, acrescentou.
 

Relativamente a uma possível vacina, Graça Freitas disse que existem várias hipóteses: no Canadá e num consórcio entre o Brasil e os EUA.
 

“Isto é um movimento normal quando há grande expressão da doença, mas o fabrico leva o seu tempo. A vacina tem de ser eficaz mas também tem de ser segura”, disse.
 

O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos infetados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos.
 

De acordo com a subdiretora-geral da Saúde, este vírus é um problema grave para países que têm o mosquito e um clima tropical.
 

“Nós, aqui, estamos mais descansados. Podemos ter casos importados. Alguns nunca serão detetados, porque as pessoas que são infetadas noutros países não apresentam sintomas e o vírus acaba por desaparecer”, disse.
 

No entanto, Graça Freitas, referiu que a questão nas grávidas é diferente e, enquanto a ciência não tiver mais respostas, as viagens para os países que têm o mosquito são desaconselhadas.
 

“Em Portugal, foram detetadas seis pessoas com o vírus. Quatro no ano passado e duas este ano. São casos importados”, adiantou.
 

Quanto à ilha da Madeira, Graça Freitas disse que o mosquito está circunscrito a certas zonas, estando as autoridades regionais a analisar e a tentar controlar a situação.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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