Vírus Zika: casos de microcefalia são uma emergência sanitária internacional

Decisão da Organização Mundial de Saúde

03 fevereiro 2016
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Os casos de microcefalia e de desordens neurológicas surgidas no Brasil constituem uma emergência sanitária de alcance internacional, de acordo com o Comité de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a medida foi anunciada em conferência de imprensa pela diretora-geral da instituição. Margaret Chan referiu que “os casos de microcefalia e outras desordens neurológicas por si mesmos, pela sua gravidade e pela carga que implicam para as famílias constituem por si só uma ameaça [para o resto da população mundial] e por isso aceitei a recomendação do Comité”. A mesma responsável sugeriu ainda “medidas preventivas”.
 

“Por si só, o Zika não é uma emergência internacional”, disse o diretor de emergência da OMS, Bruce Aylwar.
 

“O que é uma ameaça e por isso uma emergência internacional são os dois grupos de casos de microcefalia atualmente no Brasil e os que ocorreram na Polinésia francesa em 2013 e 2014”, referiu o presidente do Comité de emergências, David Heymann.
 

“Não pudemos estabelecer uma relação direta entre o vírus Zika e os casos de microcefalia e desordens neurológicas. É isso que devemos investigar. Mas os casos de malformações são tão graves que decidimos declará-los uma emergência. O facto de se estar a expandir é outro dos argumentos para declarar a emergência”, acrescentou David Heymann.
 

Apesar da declaração de emergência, a OMS recusou a recomendação de restrições de viagens, incluindo a mulheres grávidas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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