Vírus sincicial respiratório: vacina mostra-se promissora

Estudo da University of Saskatchewan

03 abril 2012
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Investigadores do Canadá estão a desenvolver uma vacina, de administração nasal, com capacidade para combater a infeção pelo vírus sincicial respiratório, a principal causa de doenças respiratórias em crianças menores de dois anos, para a qual ainda não existe vacina.

 

A infeção pelo vírus sincicial respiratório causa na maioria das crianças congestionamento nasal, tosse seca, dores de garganta, febre baixa e dores de cabeça. Nas crianças mais pequenas este vírus pode causar pneumonia ou bronquiolite, acompanhada de tosse forte, temperatura elevada e dificuldade respiratória.

 

Na verdade “nos países em desenvolvimento e no norte do Canadá morrem muitas crianças devido a este tipo de infeções”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo Sylvia van den Hurk. Mas agora esta equipa de investigação descobriu uma vacina que mostrou ser eficaz em ratinhos.

 

“O desafio era vacinar enquanto os anticorpos maternos ainda estão em circulação, pois estes podem inativar o vírus e impedir a infeção, mas também inativar a vacina. Era necessário reformular assim a vacina para evitar que isto ocorresse”, explicou a investigadora.

 

O sangue dos bebés contém elevadas concentrações de anticorpos maternos adquiridos durante a gravidez e amamentação. Estes anticorpos reconhecem os antigénios presentes na vacina como uma ameaça e eliminam-nos antes do próprio sistema imune da criança conseguir reagir. Assim, através da sua administração nasal, a resposta imune fica concentrada nas membranas mucosas do nariz e dos pulmões, locais onde o vírus ataca, antes mesmo dos anticorpos maternos conseguirem eliminar os antigénios presentes na vacina.

 

Esta promissora vacina contém uma proteína da superfície do vírus sincicial respiratório, a qual permite ao vírus entrar dentro das células hospedeiras, replicar-se e estabelecer a infeção. Uma vez que esta proteína encontra-se na superfície do vírus, acaba por constituir-se como o candidato ideal para ativar o sistema imune para a produção de anticorpos. De forma a evitar a ação de enzimas e do próprio sistema respiratório, os investigadores adicionaram dois adjuvantes à vacina, substâncias que ajudam a ativar o sistema imune.

 

Os investigadores planeiam prosseguir com estudos para conseguir testar esta vacina em humanos dentro de dois anos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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