Vírus H1N1: número de mortes foi 15 vezes superior ao reportado

Estudo publicado na revista “The Lancet Infectious Diseases”

28 junho 2012
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A pandemia provocada pelo vírus H1N1, em 2099, provocou a morte de cerca de 280.000 indivíduos, 15 vezes mais do que aquilo que foi reportado pelos testes laboratoriais, dá conta um novo estudo publicado na revista “The Lancet Infectious Diseases”.

 

O estudo sobre o impacto do vírus H1N1 em 2009 realizado pelo Centers for Disease Control and Prevention, nos EUA, e que teve por base a utilização de modelos matemáticos e casos reais, apurou que 80% das mortes respiratórias e cardiovasculares ocorreram em indivíduos com menos de 65 anos e 59% dos casos aconteceram no sudoeste da Ásia e África. Uma percentagem que ultrapassa muito os 12% de casos mortais apontados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como estimativas para essas regiões.

 

Segunda a notícia avançada pela agência Lusa, a OMS foi criticada na altura por exagerar a ameaça de H1N1, tendo mesmo previsto, durante o surto, que o número final de mortes iria acabar por ser "indiscutivelmente maior" do que o registado.

 

"As mortes confirmadas em laboratório subestimam a mortalidade da gripe devido à falta de testes laboratoriais de rotina e às dificuldades na identificação de mortes relacionadas com a gripe", explicam os investigadores no estudo.

 

A presença do vírus H1N1 foi reportada em 214 países até agosto de 2010, quando a OMS declarou o fim da pandemia. Desde então tornou-se uma das três estirpes de gripe sazonal, que circulam em todo o mundo, causando infeções principalmente durante os meses de inverno.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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