Vírus fatais nos hospitais

Doentes oncológicos são os mais afectados

27 dezembro 2002
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As infecções nosocomiais mais frequentes, embora variando de hospital para hospital, são as urinárias e as respiratórias. O que se deve ao tipo de cuidados a que os doentes estão sujeitos. Os pacientes ventilados, com catéteres e com algálias apresentam maiores riscos, porque representam "portas de entrada para microrganismos" resistentes a antibióticos. Ora, Portugal tem das mais altas taxas europeias de infecções com bactérias multirresistentes, embora ainda sejam residuais os casos de resistência à vancomicina
 

(um antibiótico para o qual não há alternativas).
 

 

Entre as bactérias resistentes, uma das mais nocivas é o staphylococcus aureus, até porque se espalha muito facilmente e encontra o meio propício em sujeitos imunodeprimidos. Daí que as infecções hospitalares sejam particularmente preocupantes em doente oncológicos, até porque, além de tudo, estes são sujeitos a cirurgias demoradas. Perante isto, "tudo intervém" para piorar a situação, adianta o epidemiologista Henrique Barros: os funcionários do hospital, a desinfecção das instalações e equipamentos, a presença de visitas, etc..
 

 

Elaine Pina soma a isto dificuldades conjunturais. A crónica falta de enfermeiros sobrecarrega os que há com trabalho, deixando de haver tempo, por exemplo, para uma adequada lavagem de mãos, ou para mais amplos cuidados no contacto com os doentes. A falta de salas com condições de isolamento, bem como de manuais de cuidados de higiene são outros dos problemas realçados por Henrique Barros, aos quais se juntam questões como a própria arquitectura dos hospitais. Aliás, não é raro ver, no parque de estacionamento de um hospital como o S. João, no Porto, pessoal médico a tirar a bata da mala do carro e a vesti-la ali mesmo. Porque as instalações não oferecem coisas tão simples como um cacifo para cada funcionário.
 

 

Leia tudo no: Jornal de Notícias
 

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