Vírus estão em constante evolução dentro do organismo

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

01 agosto 2013
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Investigadores americanos fizerem importantes descobertas sobre como a população de vírus existente no organismo pode alterar e evoluir e porque esta difere tanto de pessoa para pessoa. O estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” sugere que a evolução e a variedade do viroma podem afetar a suscetibilidade e a resistência à doença bem como a eficácia dos tratamentos.   
 

Os humanos estão longe de ser simplesmente a soma total de células que constituem os órgãos e tecidos. O trato digestivo é também habitado por uma vasta população de bactérias, assim como de vírus. Esta população de vírus que varia de pessoa para pessoa é conhecida por viroma.
 

A maioria do viroma consiste em bacteriófagos, ou seja, vírus que infetam as bactérias em vez de atacarem o hospedeiro humano. Contudo, as alterações provocadas por estes bacteriófagos podem em última estância afetar os seres humanos.
 

Os investigadores da University of Pennsylvania, nos EUA, explicaram que os vírus são predadores das bactérias, moldando assim as suas populações. Os vírus são também capazes de transportar genes e fatores de virulência que modificam as bactérias do hospedeiro. Desta forma, as bactérias inocentes e benignas que vivem no organismo podem ser transformadas, pelos vírus invasores, em ameaças perigosas.
 

No estudo, os investigadores, liderados por Frederic D. Bushman, colheram, ao longo de dois anos e meio, amostras de fezes de homens saudáveis tendo extraído as partículas virais através de vários métodos. Foi constatado que cerca de 80% das estirpes de vírus identificadas permanecerem inalteradas ao longo do estudo, mas algumas modificaram-se substancialmente.
 

Esta tão rápida evolução do viroma foi, para os investigadores, o achado mais surpreendente. “As pessoas têm diferentes bactérias nos seus intestinos.Assim, os vírus predadores dessas bactérias são também diferentes. No entanto, uma outra razão para as pessoas serem tão distintas no que diz respeito ao viroma, está relacionado com o facto de alguns vírus, uma vez dentro do organismo, alterarem-se muito rapidamente. Assim, algumas das comunidades de vírus tornam-se únicas para cada indivíduo”, disse o investigador.
 

Os autores referem ainda que pelo facto de o viroma estar em constante evolução tem implicações na suscetibilidade e resistência à doença nos diferentes indivíduos, assim como também afeta a eficácia dos tratamentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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