Vírus ébola: identificadas sequências de ADN específicas

Estudo da Universidade de Aveiro

29 julho 2015
  |  Partilhar:
Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) identificaram sequências de ADN específicas do Ébola que permitem diferenciar espécies do vírus. 
 
O estudo realizado por especialistas em bioinformática e biologia computacional do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) e do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da UA “abre as portas, tanto a novas formas de diagnóstico, como ao desenvolvimento de novas terapias de combate ao vírus” que, no recente surto, matou 11 mil pessoas.
 
“Os nossos resultados podem ser utilizados no diagnóstico do vírus Ébola, uma vez que as sequências que identificámos permitem distinguir entre espécies e surtos do vírus”, referiu à agência Lusa Raquel Silva investigadora do IEETA e uma das autoras do estudo.
 
De acordo com a investigadora, o trabalho com as sequências de ADN do Ébola até agora desconhecidas pela ciência, “também pode ser aplicado no seu tratamento, já que [as sequências] estão localizadas em proteínas fundamentais para a replicação do vírus”. 
 
No estudo foi utilizado um método para comparar o genoma do vírus contra uma sequência de referência, neste caso, o seu hospedeiro, sem recorrer ao alinhamento das sequências. 
 
“Ao identificar regiões do ADN viral que não estão presentes no genoma humano, estas sequências têm potencial para serem usadas tanto no diagnóstico como no desenvolvimento de novas terapêuticas”, explica Raquel Silva. 
 
De forma a chegarem aos resultados, a equipa de investigadores recorreu à construção de novos métodos computacionais que permitiram descrever um genoma, usando informação de outro genoma. Para isso, os investigadores do IEETA/DETI não usaram amostras do vírus Ébola mas sim as suas sequências de ADN, que estão disponíveis em bases de dados públicas, neste caso, no National Center for Biotechnology Information.
 
“Na sua maioria, estes genomas correspondem ao vírus Ébola do surto iniciado em 2014 na África Ocidental [Guiné, Libéria e Serra Leoa], mas também foram incluídas sequências provenientes de surtos anteriores e das várias espécies do vírus Ébola”, explica Raquel Silva.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.