Vírus ébola e a falta de informação dos trabalhadores dos aeroportos portugueses

Trabalhadores não sabem como atuar

04 setembro 2014
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Os representantes dos trabalhadores dos aeroportos portugueses referem que há falta informação e formação nesses locais, e que quem trabalha nos aeroportos desconhece como atuar perante uma suspeita de vírus ébola.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que numa altura em que se contabilizam mais de 1.500 mortos com a doença, quatro sindicatos que representam trabalhadores dos aeroportos alertam, em comunicado, para “a ausência de informação/formação” e lembram que só os aeroportos explorados pela ANA (Aeroportos e Navegação Aérea) são utilizados por 32 milhões de passageiros por ano.
 

Este comunicado surge após várias reuniões realizadas entre o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas e Sindicato de Hotelaria do Sul.
 

Os trabalhadores reforçam o desconhecimento de qualquer procedimento operacional quando existe suspeita de um passageiro ou passageiros portadores de vírus, como também desconhecem equipamentos de proteção individual adequados para eventuais situações suspeitas.
 

As organizações pediram uma reunião com o diretor-geral da Saúde, Francisco George, para tirar dúvidas, mas também para “reiterar a necessidade de implementação de um procedimento eficaz, que passe por ações de formação/informação aos trabalhadores nos aeroportos, assim como o acesso a equipamento de proteção individual que se considere necessário”, refere o comunicado.
 

Em agosto, a Direção Geral da Saúde (DGS) começou a promover sessões de esclarecimento aos funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre o vírus Ébola, para os “habilitar a discutir e aconselhar” os viajantes sobre a matéria.
 

A 11 de agosto começaram a ser colocados cartazes e folhetos dirigidos, principalmente, a viajantes que estiveram em países afetados pelo vírus Ébola, com os procedimentos que devem ser adotados, poucos dias antes de o Instituto Nacional de Emergência Médica testar os procedimentos.
 

A DGS indicou ainda o número 800 24 24 24 para aconselhamento de cidadãos e disse ter aberto uma linha direta para médicos e funcionários do SEF.
 

Contudo, a presidente da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), Jeanne Liu, referiu que o mundo está a “perder a batalha” contra a epidemia do vírus Ébola, que continua a progredir na África Ocidental. “Em seis meses da pior epidemia de Ébola da história, o mundo está a perder a batalha. Os líderes não estão a conseguir travar esta ameaça transnacional”, disse Jeanne Liu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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