Vírus Ébola “desactivado” em laboratório

Trabalho apresentado na revista PNAS

23 janeiro 2008
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Cientistas norte-americanos descobriram uma maneira de desactivar o vírus do Ébola, impedindo o funcionamento de um dos seus oito genes, aponta um estudo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).
 

 

Há anos que a equipa de Yoshihiro Kawaoka, da University of Wisconsin, procurava tornar o vírus mais manipulável. "Queríamos fazer um vírus do Ébola biologicamente contido", comentou Kawaoka, citado num comunicado sobre o artigo.
 

 

Para tal, os cientistas desactivaram o gene vp30, que é responsável pela produção de uma proteína que lhe permite usar as células da vítima em que se instala para fazer cópias de si próprio. O vírus modificado só se multiplica em células especiais, que têm essa proteína. Mas de resto é um vírus normal, que poderá desencadear uma resposta imunitária se for usado em vacinas, dizem os cientistas.
 

 

Não há nenhum tratamento, ou vacinas para evitar os surtos que, periodicamente, surgem em África, matando humanos e grandes primatas, como os gorilas. Entre 50 e 90% das infecções são mortais.
 

 

Fontes: Público e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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