Vírus do Nilo visto com pormenor

Cientistas captam pela primeira vez imagens pormenorizadas

03 dezembro 2003
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As primeiras imagens pormenorizadas do vírus do Nilo revelam um microorganismo que parece uma pastilha elástica mastigada. Obtidas por cientistas da Universidade de Pardue, nos EUA, estas imagens de grande resolução, a três dimensões, poderão ajudar ao desenvolvimento de drogas para combater este vírus. Transmitido por mosquitos, o vírus - que, além dos humanos, também infecta aves, cavalos e outros animais - causa encefalite e meningite, cujos sintomas vão desde dores de cabeça, febres altas, desorientação, convulsões, tremores e até ao coma. A equipa de cientistas descobriu que o diâmetro do vírus é quase um milhão de vezes mais pequeno que um centímetro. Para captar as imagens foi preciso arrefecer o vírus em etano líquido, a 173 graus Celsius negativos, e direccionar um feixe de electrões para as amostras. Com um microscópio potente mediu-se, depois, como é que os electrões saltavam dos átomos do vírus.Como revelaram ainda as imagens, o vírus não tem a forma irregular dos vírus como o da gripe, da sida ou da papeira: estes têm proteínas que se projectam para fora, como se fossem pequenos braços, que são utilizadas pelos vírus para se ligarem aos receptores das células e, assim, infectá-las e usá-las para se replicarem. Ao invés, o vírus é esférico, com ligeiras amolgadelas, e as proteínas na superfície parecem mais pedras cravejadas. O vírus do Nilo, que apareceu nos EUA em 1999 e só este ano já infectou 8470 pessoas, matando 189. Fonte: Público

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