Vírus da hepatite C: genótipo 1 é o mais prevalente no mundo

Estudo publicado na revista “Hepatology”

30 julho 2014
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Investigadores do Reino Unido constataram que o genótipo 1 do vírus da hepatite C é o mais comum em todo o mundo, com mais de 83 milhões de pacientes infetados, dá conta um estudo publicado na revista “Hepatology”.
 

Apesar dos esforços para controlar o vírus da hepatite C, este tipo de infeção continua a ser uma das mais prevalentes a nível mundial. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mais de 150 milhões de indivíduos vivem com infeção crónica.
 

Estudos anteriores demonstraram que a infeção crónica do vírus da hepatite C conduz ao desenvolvimento de cirrose hepática, carcinoma hepatocelular, cancro do fígado, insuficiência hepática e morte. A OMS refere que entre 350.000 e 500.00 das mortes anuais são causadas por doenças do fígado associadas ao vírus da hepatite C.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificaram 1.217 estudos entre 1989 (ano em que o vírus foi descoberto) e 2013, que se focaram nos genótipos de vírus. Estes dados foram posteriormente combinados com estimativas da OMS sobre a prevalência do vírus da hepatite C. No total, o estudo incluiu aproximadamente 90% da população mundial, tendo sido abrangidos 197 países.
 

O estudo apurou que o genótipo 1 do vírus é o mais frequente, representando 46% de todos os casos de infeção pelo vírus da hepatite C, seguido pelo genótipo 3 com 30%. Os genótipos 2, 4 e 6 perfazem um total de 23% dos casos e o genótipo 5 menos de 1%.
 

De acordo com os investigadores, os genótipos 1 e 3 são mais dominantes independentemente do estatuto económico, mas os países mais pobres têm concentrações maiores dos genótipos 4 e 5.
 

Uma das colíderes do estudo, Jane Messina, refere que apesar de os genótipos 1 e 3 serem os mais prevalentes, a prevalências dos genótipos restantes pode aumentar caso sejam encontradas vias de transmissão eficazes.
 

“Os avanços terapêuticos são mínimos no caso dos genótipos que não o do tipo1, que englobam mais de metade da totalidade dos casos. O nosso estudo fornece evidências da prevalência do genótipo para o países e regiões específicas com o objetivo de ajudar a melhorar o acesso a novas terapias capazes de combater o vírus da hepatite C”, conclui Jane Messina.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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