Vírus da gripe: descoberto calcanhar de Aquiles

Estudo publicado na revista “Immunity”

15 abril 2014
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Investigadores canadianos constataram que um fármaco que inibe uma molécula conhecida por prostaglandina E2 (PGE2) aumenta as taxas de sobrevivência de ratinhos infetados com uma dose letal do vírus da gripe H1N1, refere o estudo publicado na revista “Immunity”.
 

Os investigadores da Universidade de McGill, no Canadá, referem que estes fármacos, que têm por alvo específico a PGE2, já foram desenvolvidos e testados em animais. Desta forma estes achados têm um grande potencial para serem utilizados clinicamente, não só para o tratamento do vírus influenza, como também outras infeções respiratórias virais que interagem com vias similares do sistema imunitário.
 

Apesar da utilização da vacinação ser amplamente praticada no mundo inteiro, tal como outras intervenções antivirais, o vírus da gripe continua a ser uma ameaça persistente em todo o mundo.
 

Neste estudo os investigadores centraram-se no ibuprofeno que é habitualmente utilizado para combater os sintomas da gripe. Estudos anteriores demonstraram que a inibição deste e de outros anti-inflamatórios não esteróides com cicloxigenase (COX, sigla em inglês) diminuía a produção de moléculas imunes que contribuem para a dor e febre, as prostaglandinas.
 

Contudo, a inibição da COX tem produzido efeitos controversos na resposta imune e na taxa de sobrevivência dos animais infetados com o vírus da gripe. Assim, neste estudo os investigadores decidiram clarificar a importância do papel das prostaglandinas na imunidade antiviral.
 

O estudo apurou que os ratinhos que não expressavam a PGE2 apresentavam, comparativamente com os ratinhos controlo, uma melhor resposta imune, uma menor carga viral nos pulmões e melhor taxa de sobrevivência após terem sido infetados com uma dose letal de H1N1. Foi também verificado que os animais tratados com um inibidor da PGE2 apresentavam uma imunidade antiviral aumentada e também uma maior taxa de sobrevivência.
 

Os autores do estudo acreditam que estudos anteriores produziram resultados contraditórios, pois a inibição da COX afeta todas as prostaglandinas e não apenas a PGE2. “O nosso estudo refere que diferentes prostaglandinas têm papéis distintos na imunidade antiviral e que a inibição específica da PGE2 poderá ser mais eficaz do que a toma de anti-inflamatórios não esteroides na proteção contra a infeção por influenza”, conclui o líder do estudo, Maziar Divangahi.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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