Vírus da gripe das aves debaixo de olho

OMS aconselha governos a vigiar situação

04 fevereiro 2004
  |  Partilhar:

  A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou ontem, terça-feira, aos Governos que vigiem de perto eventuais alterações do vírus da gripe das aves, considerando, porém, que ainda está longe uma mutação catastrófica que afecte o homem.De acordo com Michael Ryan, um responsável da OMS envolvido na luta contra a epidemia, uma tal mutação «levaria meses ou até mais» a partir do momento em que o actual vírus H5N1 começasse a adquirir genes do vírus humano da gripe. A mutação significaria que o vírus animal se tinha combinado com o vírus humano, tendo como consequência uma transmissão de homem para o homem. «Não estamos na presença de um perigo iminente para a saúde pública, mas um perigo potencial, e devemos ficar preparados para lhe responder», acrescentou.Entretanto, ainda na terça-feira, os representantes da saúde pública dos países da União Europeia (UE) acordaram a formulação de um plano de contingência europeu de combate ao vírus da gripe aviária, disse à agência Lusa fonte oficial portuguesa.Segundo o sub-director-geral da Saúde, Francisco George, esta foi uma das conclusões que resultaram de uma audio-conferência que decorreu terça-feira e que colocou em contacto telefónico simultâneo os representantes da saúde pública dos países da UE.No final do encontro, Francisco George explicou que ficou acordada a permanente troca de informações sobre a gripe aviária e a articulação com os respectivos programas de contingência, criados para combater o vírus. A nível europeu, o plano de contingência para enfrentar a doença que irá ser formulado deverá levar em consideração as componentes de cada Estado-membro.Fonte: Lusa

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.