Vírus ataca seletivamente células tumorais

Estudo publicado na revista 'Science Translational Medicine”

19 junho 2012
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Investigadores do Reino Unido descobriram que quando um vírus com capacidade de matar as células tumorais é injetado na corrente sanguínea, consegue evitar o ataque do sistema imunitário, e destruir as células tumorais, “Science Translational Medicine”.

 

Os autores do estudo sugerem que será possível utilizar esta terapia viral durante a quimioterapia de forma a tratar vários tumores.

 

Um dos grandes desafios da utilização de vírus como o reoviris, que consegue atacar as células tumorais, é fazê-lo evitando o alerta e a sua posterior destruição pelas células do sistema imunitário. Assim, até à data, os investigadores pensavam que caso injetassem este tipo de vírus diretamente na corrente sanguínea este iria ser destruído antes de alcançar as células tumorais.

 

No entanto, os investigadores da University of Leeds and The Institute of Cancer Research (ICR), no Reino Unido, verificaram que quando injetaram o reovirus em 10 pacientes com cancro colo-retal avançado que se tinha disseminado para o fígado, este vírus dissimulava-se nos glóbulos vermelhos, protegendo-se do ataque dos anticorpos que habitualmente causariam a sua destruição.

 

Através de análise das amostras de sangue colhidas logo após este tratamento, os investigadores verificaram que o vírus estava associado às células sanguíneas. Contudo, foi constatado que o vírus deixava de associar às células algum tempo após o tratamento. Por outro lado, os investigadores observaram que quatro semanas após a injeção do vírus, este estava presente nas células tumorais do fígado, mas não nas células do tecido saudável. O que prova que o vírus ataca especificamente as células tumorais e não causa danos no tecido saudável.

 

“O reovírus é mais inteligente do que aquilo que pensávamos. Ao associar-se às células sanguíneas, consegue esconder-se da resposta imune do organismo e alcançar o seu alvo intacto. Estes resultados podem ser muito importantes para a utilização de terapias virais na prática clínica”, conclui, um dos líderes do estudo, Alan Melcher.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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