Virose coloca passageiros à deriva

Paquete britânico proibido de acostar no Mediterrâneo

03 novembro 2003
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Há pelo menos 10 dias que a tripulação do «Aurora», um dos maiores cruzeiros britânicos, com 450 dos 1500 passageiros afectados por gastroenterite vírica estão impossibilitados de pisar terra firme. Nos últimos dias, o «Aurora» tentou sem sucesso acostagem na Grécia, Croácia e Itália. Hoje, o paquete conseguiu aportar em Gibraltar e finalmente fez sair os passageiros que não apresentavam sintomas da virose.Segundo as autoridades de saúde dos países que rejeitaram o desembarque dos passageiros alegam que o vírus Norwalk é altamente contagioso. Os sintomas que se manifestam entre 24 a 48 horas após a incubação englobam náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais e febre. E, embora o contágio possa ocorrer em qualquer altura do ano, é mais frequente no Inverno. A ingestão de moluscos e as más condições sanitárias são favoráveis à propagação do vírus. Neste caso, e segundo um porta-voz da empresa proprietária do navio, o vírus foi levado para bordo por um passageiro embarcado em Southampton. O que até ao momento parecia um simples assunto de saúde pública, esteve prestes a tornar-se num problema diplomático. O presidente do governo espanhol, José María Aznar, ordenou, segunda-feira, por motivos sanitários o encerramento da fronteira entre a Espanha e Gibraltar, depois da chegada do navio britânico.A ministra espanhola da Saúde, Ana Pastor, foi de manhã ao local para «supervisionar a medida sanitária». A decisão de fechar a fronteira não é tomada desde 1969. A livre circulação entre Espanha e o pequeno território britânico só foi retomada em 1985.Durante a noite, o governo de Gibraltar aceitou autorizar que o Aurora atracasse, esta manhã, depois de efectuar uma última inspecção sanitária a bordo e permitindo apenas que os passageiros saudáveis desembarcassem.Segundo um porta-voz do governo local, não ficariam mais do que 11 doentes a bordo, dos 430 que contraíram a virose, segundo uma avaliação feita sexta-feira, pelo Ministério de Saúde da Grécia, que não autorizou o desembarque dos passageiros. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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