Violência nos telejornais perturba crianças

Estudo britânico alerta e propõe medidas

28 setembro 2003
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As crianças podem facilmente dizer se o que estão a ver é, de facto, violência real ou não. Além disso, aponta um estudo britânico, os mais pequenos mostram sofrer um «impacto de pouca permanência» quando assistem a violência ficcionada.
 

 

Ao contrário, reportagens de grandes acontecimentos, como a cobertura dos ataques de 11 de Setembro de 2001, produzem um «grande efeito» sobre as crianças.
 

 

O estudo que analisou crianças entre 9 e 13 anos para descobrir como elas absorvem cenas violentas foi encomendado pela Comissão Independente de TV, pela Comissão de Padrões de Rádio e TV, pelo departamento de classificação de filmes da Grã-Bretanha e pela BBC.
 

Perante filmes e desenhos animados com cenas violentas, os mais pequenos aceitam-nos muito mais facilmente, porque sabem ser inventada.
 

 

Embora as notícias de actualidade tenham pouco impacto, porque muitas crianças acham que a maioria delas é «aborrecida», o contrário acontece em grandes notícias, como os ataques de 11 de Setembro, a guerra no Iraque e a morte das adolescentes inglesas Holly Wells e Jessica Chapman.
 

 

Esses eventos fizeram as crianças sentirem-se «ameaçadas» e «pessoalmente vulneráveis», segundo o relatório. «Isso pode levar a ansiedades genuínas e a mudanças de comportamento», aponta o estudo.
 

 

As crianças ficam mais preocupadas com cenas que envolvem outras crianças ou que são próximas de onde moram, enquanto outras, mais distantes, têm um impacto menor.
 

 

Ao contrário dos adultos, as crianças não precisam de ver actos de violência, e estão mais preocupadas com as suas consequências, segundo o estudo. O estudo também concluiu que as crianças têm a impressão de que o mundo está mais violento hoje do que no tempo de seus pais.
 

 

A pesquisa refere que os resultados representam «um desafio bem real para a rádio e televisão».
 

A Comissão Independente de Televisão disse que os responsáveis pelas notícias em rádio e TV podem ter que avaliar a possibilidade de emitir alertas sobre reportagens potencialmente perturbadoras.
 

 

O professor David Morrison, do Instituto de Estudos de Comunicação da Universidade de Leeds, entrevistado pela BBC, disse que os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 são descritos pelas crianças, de forma quase universal, como as imagens mais violentas que elas já viram na televisão.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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