Violência nos média associada a sintomas semelhantes a stress pós-traumático

Estudo apresentado na Conferência Anual de Sociedade de Psicologia Britânica

13 maio 2015
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A exposição a histórias e imagens de violência nos meios de comunicação social produz sintomas semelhantes à perturbação de stress pós-traumático no recetor, indica um estudo recente.
 
O estudo conduzido por investigadores da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Bradford, Reino Unido, contou com a participação de 189 pessoas, com uma média de idades de 37 anos e divididos quase igualmente por ambos os sexos.
 
Pam Ramsden, autora deste estudo, e equipa pretendiam “ver se as pessoas experienciariam efeitos de longa duração, como stress e ansiedade, e em alguns casos perturbação de stress pós-traumático após terem visualizado aquelas imagens (violentas)”. 
 
Para o estudo, os participantes foram convidados a fazer rastreios clínicos para a perturbação de stress pós-traumático, um questionário de avaliação da personalidade, uma avaliação de trauma indireto e um questionário relativo a diferentes notícias sobre eventos violentos que tinham passado nos meios de comunicação sociais ou na internet. Foram escolhidos eventos como o 11 de setembro, ataques bombistas suicidas e disparos em escolas.
 
Os resultados do estudo indicaram que 22% dos participantes eram afetados de forma significativa pelos eventos exibidos pelos meios de comunicação social. Embora ninguém tivesse experienciado um evento traumático, não tivessem testemunhado os eventos traumáticos e só os tivesse visto através dos meios de comunicação social, os elementos daquele grupo de participantes tinham obtido uma pontuação elevada nos testes para o rastreio da perturbação de stress pós-traumático.
 
“Os efeitos negativos da exposição ao sofrimento de outras pessoas é há muito reconhecido em funções como as dos profissionais de saúde. Vários estudos documentaram as reações psicológicas negativas na sequência da exposição indireta a pessoas traumatizadas, a qual é denominada traumatismo indireto”, explica Pam Ramsden.
 
A investigadora acrescentou ainda que “é um pouco preocupante que quase um quarto dos que visualizaram as imagens tenha obtido pontuações elevadas nas medidas clínicas para a perturbação de stress pós-traumático. Havia também um risco acrescido para quem tem personalidade extrovertida. Com um maior acesso aos meios de comunicação social e internet através de tablets e de smartphones, precisamos de nos assegurar que as pessoas estejam cientes dos riscos em ver essas imagens e que existe apoio apropriado disponível para quem o precisa”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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