Violência: mais de 35% das mulheres será atingida uma vez na vida

Estimativa da Organização Mundial de Saúde

25 junho 2013
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Mais de 35% das mulheres irá sofrer, pelo menos uma vez na vida, atos de violência cometidos por parceiros, familiares, conhecidos ou estranhos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

A agência das Nações Unidas, em parceria com a London School of Hygiene & Tropical Medicine e o South African Medical Research Council, analisou a prevalência de violência física e sexual cometida por parceiros íntimos e parceiros não íntimos (familiares, amigos, conhecidos e estranhos).
 

Segundo o relatório intitulado “Estimativas mundiais e regionais da violência contra mulheres: prevalência e efeitos na saúde da violência doméstica e sexual”, ao qual à agência Lusa teve acesso, cerca de 30% das mulheres que já tiveram relações íntimas serão, nalgum momento, vítimas de violência física e/ou sexual cometida pelos parceiros.
 

Contudo, a OMS ficou surpresa com o “já elevado” nível de exposição à violência – quase 30% – “entre jovens mulheres, com 15 a 19 anos”, sendo que o pico se situa entre na faixa etária entre os 40 e os 44 anos.
 

Relativamente à violência física, o relatório apurou que 38% de todas as mulheres assassinadas foram mortas pelos seus parceiros íntimos. Por outro lado, 42% das mulheres que sofreram violência física e sexual às mãos dos companheiros ficaram com danos físicos, que podem ir desde “ossos partidos a complicações na gravidez e perturbações mentais”.
 

A violência íntima tem também impacto na saúde psicológica: por exemplo, as mulheres violentadas têm o dobro das probabilidades de depressão e alcoolismo; também é maior a probabilidade de contraírem doenças sexualmente transmissíveis (sida, sífilis, gonorreia) e de terem uma gravidez não desejada ou um aborto.
 

A prevalência global da violência perpetrada por um agressor que não é o parceiro íntimo, mas um familiar, conhecido ou estranho, desce para os 7,2% – mas as mulheres que dela são vítimas, pelo menos uma vez na vida, serão ainda mais suscetíveis do que as violentadas por parceiros íntimos de sofrerem de problemas de depressão, ansiedade e alcoolismo.
 

Esta incidência tem de ser lida à luz do “medo do estigma”, que “impede muitas mulheres de reportarem a violência sexual cometida por não parceiros”, assinala a OMS, aconselhando os Estados a melhorarem as estatísticas sobre violência contra as mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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