Violência infantil: risco é maior em famílias reconstruídas

Estudo da Universidade de Coimbra

21 janeiro 2009
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A violência infantil em ambiente familiar é proporcionalmente mais frequente em famílias reconstruídas do que em famílias nucleares, revela um estudo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
 

 

Coordenado pelo investigador Paulo Gama Mota, a pesquisa teve por objectivo fazer uma abordagem da violência infantil testando modelos evolutivos, para explicar algumas características dos maus-tratos infantis em Portugal.
 

 

A amostra incluiu 100 crianças maltratadas, diagnosticadas no Instituto de Medicina Legal de Coimbra, nos anos de 2002 e 2003, com idades compreendidas entre os 0 e os 16 anos, oriundas da região centro do país.
 

 

Os resultados do estudo indicaram uma predominância de maus-tratos dirigidos a raparigas: 67% contra 33% a rapazes. Embora os maus-tratos se tenham verificado em todas as idades, foram mais frequentes no grupo etário dos 10 aos 16 anos (62%), seguindo-se o grupo dos 6 aos 9 anos (21%). Quanto à gravidade dos maus-tratos, o estudo revela que os mais frequentes foram de tipo três, que engloba fracturas, queimaduras, abuso sexual, rejeição e abandono.
 

 

Segundo o comunicado de imprensa enviado à ALERT pela FCTUC, o investigador conclui a existência de “um risco acrescido de maus-tratos em famílias reconstruídas, possivelmente pela ausência de vinculação biológica de um dos adultos. Isso não quer dizer que não se possa desenvolver afecto nestas condições, mas apenas que o risco é maior de que não se desenvolva”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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