Violência da sociedade contribui para aumento de casos de Stress Pós-Traumático

Opinião da especialista Luísa Sales

04 fevereiro 2008
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O Stress Pós-Traumático, normalmente associado às vivências de guerra, existe de forma muito marcante em quem passou por acidentes de viação e resulta de múltiplas situações de violência nas sociedades, afirmou a especialista Luísa Sales.
 

 

A chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Militar de Coimbra adiantou à agência Lusa que estudos realizados apontam para uma prevalência de sequelas pós-traumáticas em 10,9% dos antigos combatentes nas ex-colónias e em 7,8% da sociedade portuguesa em geral.
 

 

Para a especialista, é errado pensar que os distúrbios pós traumáticos estão normalmente associados a ambientes de conflito bélico, embora estas sejam vivências limite mais intensas e constantes. Estão ainda associados à violência nas sociedades modernas, como os maus-tratos em geral, os roubos, a violência doméstica, as catástrofes naturais ou a acontecimentos por acção humana, como incêndios e acidentes de viação.
 

 

A especialista foi a coordenadora do livro recém apresentado ao público, sob o título "Psiquiatria de Catástrofe - memória do encontro Psiquiatria de Catástrofe e Intervenção na Crise", o qual condensa os testemunhos da meia centena de palestrantes proferidos no evento realizado pelo Hospital de Militar de Coimbra entre 21 e 23 de Setembro de 2006.
 

 

A nível mundial estima-se que mais de 70% da população algum dia seja sujeita a situações de violência susceptíveis de distúrbios pós-traumáticos, mas só 3% dessas pessoas ficam com marcas irreversíveis.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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