VIH/SIDA: diagnóstico é feito tardiamente

O que resulta numa mortalidade elevada

24 janeiro 2012
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O diagnóstico dos doentes com VIH/Sida que foram acompanhados no Hospital Amadora-Sintra foi feito tardiamente, o que conduziu a uma taxa de mortalidade de 10 %, quando “já não se devia morrer de sida em Portugal”, afirma Patrícia Pacheco.

 

“Estamos a diagnosticar muito tardiamente” porque “o diagnóstico não está a ser feito de forma precoce e atempada”, revelou a especialista à agência Lusa.

 

Este atraso leva a que os doentes cheguem ao hospital com doenças oportunistas associadas à sida, no diagnóstico e tratamento das quais é confirmada a existência do vírus e até da sida.

 

Um dos resultados deste atraso é “uma elevada mortalidade: 10% dos novos doentes morreram, quando atualmente ninguém devia morrer de sida, uma vez que temos terapêuticas muito avançadas”.

 

Estes dados preocuparam de tal forma os profissionais do hospital que a instituição decidiu criar um projeto de intervenção regional com o objetivo de aumentar o diagnóstico precoce da infeção VIH/Sida (“Todos Nós VIH”), que pretende diminuir a mortalidade e morbilidade associada a esta doença, através da sensibilização dos profissionais de saúde e utentes relativamente à importância do diagnóstico precoce da infeção.

 

O projeto que arrancou na semana passada tem por tema “Diagnosticar mais e mais cedo”.

 

No próximo mês será implementada uma campanha de informação destinada à população em geral e aos utentes dos serviços de saúde para alertar para a necessidade de efetuar o teste de rastreio do VIH, mesmo que se considere não haver comportamentos de risco.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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