VIH/Sida: boas perspetivas para novo método de prevenção e tratamento

Estudo publicado no “Antimicrobial Agents and Chemotherapy”

04 maio 2015
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Um novo dispositivo intradérmico capaz de libertar potentes fármacos retrovirais apresenta-se como um promissor meio de prevenir e tratar pacientes com VIH/Sida.
 
Cientistas do Instituto de Ciências de Oak Crest, em Pasadena, nos EUA, desenvolveram um implante do tamanho de um fósforo que, tal como um implante contracetivo, liberta de forma controlada e sustentada fármacos, neste caso, antirretrovirais durante 40 dias, sem apresentar quaisquer efeitos adversos em modelo animal. 
 
Um dos principais problemas dos tratamentos atuais da sida tem a ver com a adesão dos pacientes à terapêutica. Nem sempre os pacientes seguem as indicações relativas à toma da medicação, o que dá origem a resultados díspares em termos de eficácia dos tratamentos. 
 
“Foi isso que desencadeou o nosso interesse na possível utilização de um implante intradérmico para a prevenção do VIH”, refere Marc Braun, presidente e fundador do Instituto de Ciências de Oak Crest.
 
A administração diária de antirretrovirais orais ou tópicos em indivíduos seronegativos em populações com elevado risco de contração da doença é uma estratégia bastante promissora de prevenção da do VIH/Sida. Contudo, também neste caso, a adesão ao regime medicamentoso revela-se um problema.
 
“Este novo dispositivo vai revolucionar a forma como tratamos e prevenimos o VIH/Sida, uma vez que liberta potentes fármacos que impedem a ação do vírus e elimina um dos principais obstáculos à prevenção da sida – a adesão a um regime medicamentoso”, acrescenta Braun.
 
De acordo com o responsável pela entidade que conduziu a investigação, o implante agora desenvolvido é em tudo semelhante aos implantes utilizados para contraceção desde a década de 90 do século passado. Trata-se de um tubo de 40 mm de comprimento que é colocado por baixo da pele e liberta fármacos. Neste caso, o dispositivo liberta o potente pró-fármaco tenofovir alafenamida, que é cerca de dez vezes mais potente do que o tenofovir disoproxil fumarato, que é utilizado para prevenir a transmissão de VIH por via sexual, quando usado profilaticamente.
 
“Estamos muito satisfeitos com os resultados dos estudos preliminares e encontramo-nos a trabalhar afincadamente para desenvolver um implante intradérmico para a prevenção do VIH que se mantenha ativo durante 12 meses completos”, adiantou Braun.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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