VIH: quase metade dos imigrantes inquiridos receiam infeção

Estudo promovido pela Liga Portuguesa Contra a Sida

27 outubro 2014
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A possibilidade de contrair o VIH é algo que deixa cerca de metade dos imigrantes inquiridos muito preocupado. Contudo, 57% ainda não realizou o teste, dá conta um estudo pela Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o inquérito incluído no âmbito do projeto de promoção e educação para a saúde "Vamos Ganhar Defesas" teve como objetivo caracterizar esta população e avaliar os seus conhecimentos, comportamentos e práticas de alimentação, segurança alimentar, higiene oral e corporal e de prevenção do VIH/Sida, através da realização de ações de sensibilização e (in)formação, adaptadas às necessidades e características desta população.
 

Os resultados divulgados durante a conferência promovida pela Liga “Vamos Ganhar defesas” revelou que 27% dos inquiridos não está “nada preocupado” com a possibilidade de poder contrair o VIH, 16% está “moderadamente” preocupado e 9% pouco preocupado.
 

Setenta e três por cento dos participantes disseram que o VIH é responsável pela Sida, 6% que não e 21% não sabiam. À pergunta “Existe uma vacina para prevenir o vírus que causa a sida”, 46% disseram que não, 30% que sim e 24% não sabiam.
 

Quando questionados sobre se “existe cura para a sida”, 66% afirmaram que sim e 16% reponderam negativamente. A maioria (65%) pensa que “as pessoas infetadas mostram rapidamente sintomas” da doença e 62% consideram que “só homossexuais, toxicodependentes e trabalhadores do sexo correm risco”.
 

Dez por cento dos inquiridos consideram que “beijar, abraçar, apertar a mão são vias de transmissão do vírus” e 71% que o “uso correto de preservativos é a proteção eficaz do vírus”. Verificou-se ainda que mais de metade (54,6%) disse ter atualmente um parceiro sexual, 27,8% não têm nenhum e 17,6% confessaram ter vários.
 

Relativamente à utilização de preservativo, 52% das mulheres inquiridas disseram que “nunca” usam, contra 38% dos homens.
 

O projeto, cofinanciado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), avaliou também o estilo de vida, os hábitos de higiene e alimentares desta população.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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