VIH: OMS recomenda uso dos antirretrovirais

Antirretrovirais reduzem em 96% a transmissão do VIH

20 julho 2012
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A OMS recomenda os seropositivos com parceiros não infetados com o VIH a serem tratados com antirretrovirais para evitar a transmissão deste vírus, refere uma notícia avançada pela agência Lusa.
 

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que será apresentada na XIX Conferência Internacional da Sida em Washington no domingo, tem por base um estudo realizado em vários países que constatou que os medicamentos utilizados para tratar os doentes infetados com o vírus da imunodeficiência adquirida também contribuem para reduzir a transmissão do vírus.
 

O estudo apurou que os antirretrovirais (ARV) reduzem em 96% a transmissão do VIH, entre os casais em que um elemento está infetado e o outro não.
 

"Hoje temos provas de que os mesmos medicamentos que usamos para salvar vidas e manter as pessoas saudáveis também impedem as pessoas de transmitir o vírus e reduzem as hipóteses de o passarem a outras pessoas", revelou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
 

O diretor do departamento de VIH na OMS, Gottfried Hirnschall, explicou que “quando as pessoas tomam antirretrovirais, a quantidade de VIH no sangue diminui, tornando muito menos provável a passagem do vírus a outros".
 

“Se conseguirmos iniciar e manter mais pessoas no tratamento, reduzindo os seus níveis virais, conseguiremos reduzir o número de novas pessoas infetadas", referiu o médico.
 

A OMS vai recomendar uma utilização mais estratégica dos ARV, de forma a reduzir significativamente a transmissão do vírus. Deste modo, as pessoas seropositivas que tenham parceiros não infetados devem ser tratadas com ARV independentemente do estado do seu sistema imunitário. Atualmente o início do tratamento é apenas recomendado quando o sistema imunitário já revela sinais de enfraquecimento
 

A OMS defende também a alteração das práticas de prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho, exemplificando que o Malaui, por exemplo, já fornece ARV a todas as grávidas seropositivas, independentemente do sistema imunitário e prolonga-lhes o tratamento após o parto, o que evita a contaminação dos parceiros.
 

A organização estima que a administração de ARV a casais serodiscordantes, grávidas e populações de alto risco independente do nível de imunidade aumentaria de 15 para 23 milhões o número de pessoas elegíveis para tratamento nos países de médio e baixo rendimento.
 

Nos próximos 12 meses, a OMS vai compilar novas recomendações para o uso de ARV como tratamento e prevenção, documento que fornecerá aos países um guia para que possam fazer um uso mais estratégico daqueles medicamentos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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