VIH: nova forma de o combater foi descoberta

Estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry's”

02 outubro 2012
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Investigadores americanos descobrem de que forma o VIH ataca determinadas células imunológicas, o que poderá ajudar a modificar a forma como os fármacos são utilizados para controlar o vírus, dá conta um estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry's”.
 

Os investigadores do Mason-based National Center for Biodefense and Infectious Diseases, nos EUA, explicam que os linfócitos Th (do inglês, Helper T cells ou Th) protegem o sistema imunológico ajudando outras células a combater a infeção. Contudo, como estas células são alvo de ataque do VIH quando o número destas diminui, o organismo fica vulnerável à doença.
 

No entanto nem todas as células Th são iguais. Algumas são chamadas de memória e outras de naive, pois nunca tiverem em contato com a infeção. Neste estudo os investigadores tiveram como objetivo perceber por que motivo o VIH infetava preferencialmente as células Th de memória e na as naive.
 

Um dos autores do estudo, Weifeng Wang, refere que ao contrário das células Th naive, as de memória encontram-se em movimento e são mais móveis. É esse movimento que atrai o VIH e faz destas células mais vulneráveis. Foi verificado que quando os linfócitos Th de memória estão em movimento o seu interior modifica-se, tornando-se mais vulnerável à infeção por VIH.
 

O investigador explica ainda que a capacidade de o VIH se mutar dificulta o modo como o hospedeiro o controla. ”Apesar de haver muitos linfócitos T de memória, que atuam como soldados, estes não são capazes de reconhecer o vírus. Estas células reconhecem de vírus que entretanto se alterou. É por esta razão que o sistema imune não é eficaz contra ao VIH. Adicionalmente, este vírus consegue matar muitos destes linfócitos. Na ausência dequalquer tipo de ajuda, o sistema imune fica disfuncional”, explica Weifeng Wang.
 

Assim, a nova estratégia dos investigadores passa por encontrar um alvo celular, algo que o VIH dependa para sobreviver. Após o identificar a ideia é eliminá-lo, mas o desafio está em não afetar as normais funções celulares.
 

Atualmente os investigadores encontram-se à procura de fármacos já existentes, nomeadamente aqueles utilizados no combate ao cancro. “As células tumorais e as infetadas pelo VIH partilham algo em comum, a migração. Assim alguns dos fármacos utilizados para diminuir a migração das células tumorais poderão também ser utilizados para tratar a infeção por VIH.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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