VIH: milhões de anos de vida salvos com medicina moderna

Estudo publicado no “Journal of Infectious Diseases”

23 dezembro 2013
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Um estudo recente indica que a terapia antirretroviral conseguiu salvar 2,8 milhões de anos de vida só na última década na África do Sul, comprovando o enorme sucesso deste tratamento.
 

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, os índices de infeção por VIH na África do Sul são os mais elevados , estimando-se que em 2011 estivessem 5,6 milhões de pessoas infetadas com o vírus. Embora cerca de metade dos infetados sejam ilegíveis para receber terapia antirretroviral, o aprovisionamento destes fármacos permanece limitado, sendo que um terço deste grupo vê-se impedido de o receber.
 

Desde 2004, o aumento da utilização da terapia antirretroviral conduziu a uma maior esperança de vida para milhões de pessoas infetadas com o VIH.
 

O estudo conduzido por Michael D. April, do Departamento de Medicina do San Antonio Uniformed Services Health Education Consortium, EUA, prevê que em 2030 aquele tipo de terapia poderá ter salvo quase mais 18 milhões de anos de vida.
 

A equipa procurou quantificar, através de um modelo matemático baseado em dados do mundo real, os possíveis benefícios para a saúde e sobrevivência dos doentes infetados com VIH se houvesse uma maior disponibilidade da terapia antirretroviral na África do Sul.  
 

Não foram considerados indivíduos que poderiam beneficiar da terapia antirretroviral no futuro mas que ainda não tinham recebido o tratamento. Apesar das políticas anteriores terem limitado a expansão desta terapia no país, o benefício trazido pela mesma em termos de sobrevivência durante o período de 2004-2012 é similar ao benefício estimado nos Estados Unidos durante 15 anos (1989-2003), lê-se num comentário editorial a este estudo por Sten H. Vermund da Vanderbilt University, EUA.
 

Relativamente aos resultados do estudo, o investigador Michael D. April afirmou que “esperamos que este estudo faça lembrar todos os interessados da incrível eficácia do sucesso da implementação da terapia antirretroviral a nível global, e que promova simultaneamente a dinamização de esforços no sentido de aumentarem o seu empenho em expandirem a disponibilidade da terapia antirretroviral”.
 

O especialista considera que os legisladores têm o poder de conseguir obter maiores ganhos em termos de sobrevivência dos infetados com VIH através da aplicação de estratégias mais agressivas de teste de VIH e respetivo tratamento, apostando no aumento da identificação de casos e no começo da terapia antirretroviral numa fase inicial, bem como aumentar as opções de tratamento. No caso dos Sul-Africanos, calcula-se que só metade tenha feito o teste do VIH, pelo que haverá provavelmente muitas pessoas com VIH nas quais o vírus não foi naturalmente detetado nem tratado ainda.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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