VIH: mil novos casos em 2012

Dados do Programa Nacional VIH/Sida

27 março 2013
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Em 2012, Portugal registou mil novos casos de pessoas infetadas pelo VIH, um número que tem vindo a baixar gradualmente, de acordo com o diretor do Programa Nacional VIH/Sida.
 

“Os dados disponíveis nos finais de fevereiro indicavam que em 2012 teriam sido notificadas mil pessoas. Em 2011, os dados, que são mais consistentes, apontavam para 1.355 pessoas”, revelou à agência Lusa António Diniz.
 

O diretor do Programa Nacional VIH/Sida revelou que é “uma descida significativa”, mas ressalvou que este número pode subir porque “vão chegar mais notificações atrasadas referentes ao ano de 2012”.
 

O coordenador do programa nacional da Direção-Geral da Saúde adiantou que a “prevalência estimada” da doença em Portugal se situa nos 0,6 a 0,7 por cada 100 mil habitantes. “São números que não nos colocam numa posição privilegiada no contexto europeu, mas que pretendemos baixar significativamente”, disse António Diniz.
 

O diretor explicou que um dos objetivos do Programa Nacional para o período 2012/2016 é reduzir em 25% o número de casos de infeção e baixar para metade o número de casos de sida, “a forma mais avançada de doença”.
Entre 1983 e 2013 foram notificados oficialmente como portadores da infeção VIH/sida cerca de 43 mil pessoas. “Desse total de 43 mil, temos vindo a assistir a uma diminuição do número de pessoas que todos os anos são notificadas como sendo portadoras da infeção”, adiantou António Diniz.
 

O especialista refere que a prevalência da infeção nos homens que fazem sexo com homens e nos trabalhadores sexuais é “francamente mais elevada” do que na população em geral. António Diniz defende que é necessário ter “uma atenção muito particular em relação a alguns grupos ou subpopulações, que têm um mais difícil acesso aos cuidados de saúde”.

 

António Diniz adiantou que “a forma mais prática, mais barata de impedir a transmissão da doença, nomeadamente por via sexual, a que predomina largamente em Portugal, é através da utilização do preservativo”.

 

“A segunda forma é que as pessoas que já estão infetadas saibam o mais precocemente possível o seu diagnóstico”, que lhes permite aceder aos cuidados de saúde o mais cedo possível e tornarem-se “menos um foco da transmissão da infeção”.
 

A terceira forma diz respeito a quem já necessita de fazer o tratamento, que constitui uma forma de diminuir a infeção.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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