VIH e sífilis: mais de dez mil testes realizados

Projeto “Rede de Rastreio Comunitário”

04 julho 2016
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No âmbito do projeto “Rede de Rastreio Comunitário” foram realizados, gratuitamente entre agosto do ano passado e março deste ano, mais de seis mil testes ao VIH/sida e mais de 4.400 à sífilis.

A Rede de Rastreio Comunitário promovida pelo Grupo de Ativistas sobre Tratamentos VIH/sida (GAT) tem como objetivo promover o diagnóstico precoce do VIH/sida, hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis junto de populações mais afetadas (prostitutas, consumidores de droga, migrantes).
 

Os diagnósticos são conseguidos através de um sistema de rastreio em contextos não formais de saúde, assegurando a referenciação para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) de todas as pessoas com resultados reativos.
 

Segundo os resultados dos rastreios, a que a agência Lusa teve acesso, no total, entre agosto de 2015 e abril deste ano foram realizados 6.046 testes ao VIH, dos quais 2,2% tiveram resultado reativo. Destes, 79,7% aceitaram a referenciação proposta pela organização.
 

Quanto à sífilis foram realizados 4.416 testes, 4,2% deles deram resultado reativo, tendo sido encaminhados para referenciação 76,3%. No caso das hepatites, realizaram-se mais de 5.255 testes, 2.951 para o vírus da hepatite C e 2.129 para a hepatite B, dos quais foram reativos 1,9% e 2,1%, e referenciados 80,8% e 84,1%, respetivamente.
 

No âmbito da realização dos testes, todos os utentes com mais de 18 anos foram convidados a responder a um questionário com informação sociodemográfica e comportamental, tendo respondido 2.766 utentes.
 

Relativamente ao uso de preservativo nos 12 meses anteriores e na última relação sexual, 58% referiram terem usado este contracetivo. Dos 315 inquiridos que tiveram relações sexuais a troco de dinheiro ou bens, 49 admitiram não ter usado sempre preservativo.
 

Quanto a testes anteriores realizados para detetar a presença de infeções, 42,7% dos inquiridos disseram nunca ter feito um teste ao VIH e entre os que o realizaram, 28,6% fizeram-no antes de 2015.
 

No que respeita às hepatites B e C, 75,4% e 78,4%, respetivamente, nunca tinham realizado testes de deteção da doença. Dos que tinham realizado, 12% e 13,5% tinham-no feito antes de 2015.
 

Relativamente à sífilis, os números são ainda mais gritantes, com 88,6% dos inquiridos a assumir nunca ter feito este teste e entre aqueles que referiram já ter realizado o rastreio, 3,7% fizeram-no antes de 2015.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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