VIH: deteção precoce diminui

Diagnósticos tardios aumentaram

03 dezembro 2012
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Em Portugal a taxa de diagnósticos tardios ao VIH/sida é de 65%, o dobro da registada na Europa, um número que preocupa as autoridades de saúde que registaram menos quatro mil testes precoces à doença no último ano.
 

“Quando 65% chegam tardiamente para fazer o teste, essa é a prioridade”, disse o coordenador do Programa Nacional de prevenção e Controlo para a infeção VIH/Sida, António Diniz, durante uma conferência para assinalar os 20 anos da Abraço.
 

Segundo António Diniz, entre 2010 e 2011 verificou-se uma redução nos programas de prevenção: troca de seringas (menos um milhão), diagnóstico precoce (menos quatro mil) e distribuição de preservativos (menos um milhão).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que, ao nível do diagnóstico precoce, em 2010 realizaram-se 23.966 testes, ao passo que em 2011 esse número foi de 19.620, uma diminuição que o coordenador não sabe explicar.
 

“Não tenho uma justificação estudada para apontar a origem. Não foi falta de testes, não encerraram nem houve alterações nos Centros de Aconselhamento e Deteção”, afirmou, sublinhando que não ficou admirado e que prefere aguardar para ver se há uma sustentabilidade desta redução no tempo.
 

Para António Diniz o diagnóstico tardio é uma das principais preocupações e justifica que a prioridade no combate à Sida seja posta ao nível da prevenção e do diagnóstico precoce.
 

A taxa de diagnósticos tardios na Europa anda entre os 30% e os 35%, em Portugal ronda os 65%, pelo menos é o que revelam os poucos dados existentes em Portugal e que resultam de estudos hospitalares em Lisboa e no Porto.
 

O objetivo para 2012-2016 é o alargamento da rede para realização dos testes, estando para já decidido que o primeiro passo será no sentido de alargar aos centros de saúde, onde há uma maior proximidade entre o doente e o médico.
 

Relativamente aos constrangimentos orçamentais, o responsável afirmou que todos os estudos que visarem resultados concretos em termos de alcançar as prioridades – como por exemplo a caracterização das populações mais vulneráveis – serão os considerados em termos de viabilidade orçamental, pois o critério é “urgência e necessidade”.
 

António Diniz adiantou ainda que serão procuradas fontes externas de financiamento para “assegurar uma prevenção o mais alargada possível”.
 
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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