VIH causa menos mortes em Portugal

Declarações do Coordenador Nacional para a Infecção por VIH

11 junho 2009
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Em Portugal, entre 2000 e 2006, a mortalidade causada pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) teve um decréscimo de cerca de 50%. Esta diminuição é consequência de um maior acesso aos tratamentos e do aumento da sua eficácia, defende Henrique Barros, o responsável nacional da luta contra a SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

 

Henrique Barros explicou à agência Lusa que, devido à crescente eficácia dos tratamentos, o objectivo actual da luta contra a sida é a acessibilidade aos tratamentos, principalmente no que diz respeito aos custos a eles associados, muitas vezes incomportáveis para os países mais pobres.

 

Assim, é necessário unir esforços para sensibilizar a indústria farmacêutica para a necessidade de assumir a sua responsabilidade social, atenuando o peso que os custos da propriedade intelectual e das patentes têm no preço dos medicamentos, revelou o responsável nacional da luta contra a SIDA.

 

De acordo com Henrique Barros, "não será preciso, espera-se, ir pelos caminhos de desrespeitar o direito de propriedade intelectual e as patentes. Trata-se, sobretudo, de conseguir que a indústria farmacêutica compreenda a importância e relevância desta situação [em termos de saúde pública] e que tenha também a responsabilidade social de baixar os preços e tornar acessível a medicação às pessoas que precisam dela".

 

Relativamente à incidência desta doença na Europa, Henrique Barros mostrou-se preocupado com a possibilidade de o epicentro da epidemia se deslocar para países como a Ucrânia e a Rússia, uma zona que "está a ser, sobretudo, marcada por uma extensa presença de casos em indivíduos que usam drogas".

 

"Há uma mudança do epicentro da epidemia em direcção a essa zona do mundo, que exige seguramente medidas rápidas", acrescentou Henrique Barros.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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