VIH: Algarve é a terceira região com maior número de casos

Declarações da coordenadora regional do programa VIH/SIDA

22 janeiro 2013
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O Algarve é a terceira região do país com um maior número de casos de VIH por 100 mil habitantes, com uma média de 100 novos casos por ano, de acordo com a coordenadora regional do programa de prevenção do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH)/SIDA.
 

Desde 1983, altura em que se registou o primeiro caso, até 2012, contabilizaram-se 2.159 casos, embora cerca de um terço dos casos reais possam não estar registados, disse à agência Lusa Helena Ferreira. Tendo o Algarve cerca de 400 mil habitantes, a taxa de pessoas infetadas é de 478 por cada 100 mil habitantes, um número “razoável”, cuja tendência de crescimento se tem mantido nos últimos anos.
 

De acordo com a médica, a maior parte das pessoas são infetadas por via heterossexual e a faixa etária com mais casos é a dos adultos jovens, entre os 20 e os 49 anos. Segundo Helena Ferreira, 69% dos casos em 2011 no Algarve foram transmitidos pela via heterossexual, 19% por via homo ou bissexual e 12% por transmissão intravenosa (sobretudo em toxicodependentes).

 

“A transmissão por via sexual é a mais difícil de controlar porque abrange toda a população”, refere Helena Ferreira, adiantando que o uso do preservativo está a aumentar, mas que “ainda não é suficiente”.
 

A médica alerta para a importância da deteção precoce do vírus, uma vez que, em 2011, mais de 25% das pessoas que chegaram aos hospitais já estavam a manifestar sintomas da doença (Sida).
 

“Uma pessoa é infetada, mas durante dez anos pode manter-se assintomática, mesmo sem terapêutica”, explica, sublinhando que esse é o período mais crítico, pois a pessoa não sabe que está infetada e transmite o vírus. Para evitar que isso aconteça, deve fazer-se o teste uma vez por ano ou sempre que se tem algum comportamento de risco, defende.
 

Segundo Helena Ferreira, só após os dez anos de incubação do vírus é que começam a surgir infeções graves, período após o qual o doente infetado já se encontra na fase de Sida.
 

Contudo, se o vírus for detetado desde o início, a pessoa nunca chega a entrar na fase de Sida, pois com a terapêutica atual já consegue controlar a doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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