Vigilância ativa pode ser alternativa para homens com cancro da próstata localizado

Estudo publicado na revista “CA: A Cancer Journal for Clinicians”

24 julho 2015
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Homens com tumores localizados e com baixo ou muito baixo risco de desenvolver cancro da próstata poderiam ser poupados a tratamentos invasivos e à cirurgia se a abordagem da vigilância ativa fosse mais usada.
 

Mark Litwin, professor de Urologia na UCLA, EUA, estima que cerca de 40% dos pacientes podem estar a receber tratamentos desnecessários, como a radiação, e a sofrer os respetivos efeitos colaterais (disfunção erétil, função urinária comprometida, etc.).
 

Na revista “CA: A Cancer Journal for Clinicians”, foi publicado um estudo em que se descrevem diversos aspetos da vigilância ativa. A vigilância ativa envolve a realização de exames recorrentes e biópsias da próstata para monitorizar o desenvolvimento da doença em pacientes mais novos que poderão beneficiar de um adiamento do tratamento. A observação (do inglês watchful waiting) permite evitar testes agressivos e foca-se em observar a evolução dos sintomas físicos da doença. Normalmente, esta abordagem é usada em pacientes que já têm bastante idade e outras doenças e que provavelmente morrerão de outra condição.
 

O estudo descreve os diversos tipos de vigilância, os protocolos associados a cada um e os resultados esperados no que diz respeito a esperança e qualidade de vida. Além disso, é também abordada a identificação de candidatos ótimos à vigilância ativa.
 

Leonard Marks, coautor, explica que “se utilizarmos critérios de inclusão rigorosos para os pacientes que apresentam baixo/muito baixo risco, conseguiremos identificar um grupo de pacientes com cancro da próstata que podem beneficiar da vigilância ativa, evitando os efeitos secundários dos tratamentos e proporcionando-lhes uma boa qualidade de vida sem prejudicar as suas hipóteses de sobrevivência”.
 

Os autores defendem que o processo de tomada de decisão relativamente a um paciente com cancro da próstata localizado deve sempre seguir uma abordagem individual. Os riscos e benefícios da vigilância ativa comparativamente a um tratamento devem ser discutidos com o paciente e a decisão deve ser tomada em conjunto.
 

Os investigadores realçam também que a vigilância ativa não deve ser posta de parte logo à partida, pois é uma abordagem viável e eficaz em determinados casos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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