Vídeo jogos podem ter também um impacto positivo nas crianças

Estudo a ser publicado na revista “American Psychologist”

28 novembro 2013
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Os vídeo jogos podem também ter um impacto positivo na medida em que promovem a aprendizagem, a saúde e as capacidades sociais das crianças, refere um estudo de revisão que irá ser publicado na revista “American Psychologist”.
 

“Durante décadas, foram realizados estudos sobre os efeitos negativos destes jogos, incluindo a adição, depressão e agressão, e acreditamos que estes efeitos não devem ser ignorados. Contudo, de forma a compreender melhor o impacto que os videojogos têm no desenvolvimento das crianças e adolescentes é necessária uma perspetiva mais equilibrada”, referiu, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Isabela Granic.
 

Apesar de alguns defenderem que os vídeo jogos não são intelectualmente estimulantes, vários estudos defendem que estes podem fortalecer várias capacidades cognitivas, como a navegação espacial, raciocínio, memória e a perceção. Isto verifica-se particularmente para os jogos de envolvem tiros, que são habitualmente violentos. Um estudo realizado em 2013 demonstrou que este tipo de jogos melhora a capacidade dos jogadores verem os objetos em três dimensões, da mesma forma que os cursos académicos direcionados para fomentar estas capacidades o fazem.
 

Os vídeo jogos podem também ajudar as crianças a desenvolver capacidades na resolução de problemas. Outro estudo demonstrou que os jogos de estratégia ajudaram os adolescentes a melhorar a sua capacidade de resolução de problemas, bem como melhorou as suas notas. A criatividade das crianças pode também ser melhorada através de qualquer tipo de vídeo jogo, contrariamente à utilização de outro tipo de tecnologias.
 

Os investigadores referem que existem jogos simples que podem de facto melhorar o humor, promovem o relaxamento e diminuem a ansiedade dos jogadores. “Se estes jogos tornam as pessoas mais felizes, este parece ser um benefício social que não deve ser ignorado”, refere a investigadora.
 

Este tipo de jogos é também muitas vezes associado à solidão. Contudo, os investigadores referem que há jogos de grupos em que os participantes formam autênticas comunidades virtuais, onde as decisões devem ser tomadas rapidamente nomeadamente sobre em quem confiar, rejeitar e quem cabe a figura de líder do grupo.
 

O estudo refere ainda que os educadores estão a redesenhar experiências na sala de aula, a integração dos vídeo jogos pode alterar a forma como a próxima geração de professores e alunos abordam a aprendizagem. Na mesma linha, os médicos já começaram também a utilizar estes jogos para motivar os pacientes a melhorar a sua saúde. No jogo "Re-Mission”, a crianças com cancro podem controlar um pequeno robô para que elimine células cancerígenas, infeções bacterianas e consiga lidar com a náusea e outras barreiras associadas aos tratamentos.
 

Na opinião dos autores do estudo, os psicólogos, médicos e os designers de jogos deveriam trabalhar em conjunto, de forma a desenvolver abordagens para o tratamento da saúde mental que integre os videojogos com a terapia tradicional.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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