Vidas de mais de 6.000 crianças europeias poderiam ser poupadas

Estudo publicado na revista “Lancet”

02 abril 2013
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As vidas de mais de 6.000 crianças poderiam ser poupadas anualmente se todos os países ocidentais tivessem a taxa de mortalidade infantil da Suécia, revelou um estudo publicado na revista “Lancet”.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, conclui que apesar de a taxa de mortalidade ter melhorado muito nos últimos 30 anos, nos 15 países da União Europeia, ainda há grandes discrepâncias entre eles.
 

Após terem comparado as taxas de mortalidades dos 15 países da Europa, os investigadores constataram que se todos tivessem uma taxa de mortalidade infantil como a da Suécia, morreriam menos 6.198 crianças todos os anos.
 

O estudo dá conta que as principais causas de morte entre as crianças com menos de 14 anos deixaram de ser as doenças infeciosas e passaram a ser ferimentos, envenenamento, cancro e doenças congénitas ou neurológicas.
 

"Os nossos sistemas não se adaptaram a esta mudança", disse a coordenadora do estudo, Igrid Wolfe, que falava em particular do Reino Unido, que, com uma das piores taxas de mortalidade dos 15, contribui com quase 2.000 das 6.000 mortes em excesso.
 

Os autores alertam ainda para a dimensão da pobreza infantil e das desigualdades na Europa, o que afeta diretamente a saúde, não só na infância, mas ao longo da vida.
 

De acordo com o artigo, enquanto na Suécia 1,3% das crianças vivem em situação de pobreza, em Portugal a Unicef estima em 27,4% a percentagem de menores a viver em lares que não garantem um mínimo de três refeições por dia.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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