Vida sexual de padre inicia debate sobre celibato

Livro de confissões acende polémica na Argentina

29 junho 2004
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 «Sin tapujos, la vida sexual de um cura», o polémico livro escrito por um padre argentino esgotou em todas as livrarias dois dias depois da sua publicação, na semana passada na Argentina.  O padre chama-se José Guillermo Mariani e tem 77 anos e confessa ter tido, ao longo da vida, duas relações sexuais com mulheres e uma tentativa frustrada com um homem. Quis dar «um grito de transparência e sinceridade que rompa o silêncio de ocultações e hipocrisias» da Igreja Católica. «As pessoas são adultas para receberem a verdade que se vive numa instituição tão antiga, venerada e influente», cita o diário argentino «El Dia». A hierarquia católica já anunciou um castigo iminente, que não deverá «excluir os passos administrativos ou judiciais que sejam necessários». «A minha vida não se resume a três experiências sexuais», refere o sacerdote ordenado em 1951. A autobiografia fala de disputas internas na hierarquia católica, da cumplicidade da Igreja com as ditaduras, da luta de Mariani contra os militares, das perseguições que sofreu, do exílio e até das suas actuais batalhas contra a exclusão social, mas esses aspectos não provocam discussão pública. Mariani é, segundo a imprensa argentina, acarinhado pelos fiéis e tido como «progressista» pelos seus pares. Autor de poemas, de artigos jornalísticos e de diversos textos que fazem a defesa dos mais humildes, é uma voz respeitada em assuntos religiosos - tanto que conduz um programa no Canal 10 de Córdoba desde 1992. A obra converteu-se no epicentro de um aceso debate sobre celibato religioso. Fonte: Público

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