Viagra: Uso recreativo aumenta entre homossexuais

Comportamentos de risco e tendência para o suicídio

10 julho 2005
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Um em cada seis homossexuais norte-americanos faz uso indiscriminado do Viagra.
 

 

O estudo, realizado pelos investigadores Richard Crosby da Universidade de Kentucky e R.J. DiClemente, nos Estados Unidos, também mostrou que os homens _ consumidores de cocaína ou ecstasy _ estão três vezes mais propensos a usar Viagra sem receita médica.
 

 

Os cientistas descobriram que muitos homens obtiveram os comprimidos de Viagra, gratuitamente, e através da Internet. O estudo foi realizado num local “gay” nos EUA, no entanto, o sítio exacto não foi divulgado.
 

 

No total, 164 homens participaram no estudo, tinham em média 40 anos e, na maioria, eram brancos. Os participantes disseram ter tido cerca de 10 parceiros sexuais nos últimos três meses. Entre os homens que usaram ecstasy durante a relação sexual, 35 por cento também disseram ter tomado Viagra. O estudo também descobriu que os homens estão mais propensos a tomar Viagra, caso se envolvam em sexo inseguro.
 

 

Para os cientistas, os resultados do estudo são motivos de preocupação. Tomar Viagra aumenta o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis porque o medicamento prolonga o período de uma erecção, o que aumenta a fricção, apontaram os investigadores.
 

 

Ainda este ano, o Departamento de Saúde de São Francisco, nos EUA,alertou que o uso recreativo do Viagra não apenas promove o sexo inseguro, mas também ajuda a aumentar as taxas de infecção pelo HIV. Este estudo foi publicado no jornal Sexually Transmitted Infections.
 

 

Mais expostos ao suicídio
 

 

Um outro estudo, divulgado recentemente pelo jornal francês «Libération», revelou que tanto os homossexuais, como os bissexuais estão mais expostos a cometer uma tentativa de suicídio que os heterossexuais.
 

 

O estudo, realizado em França, entre 1998 e 2003, aponta que um em cada três indivíduos que tenta suicidar-se é homossexual ou bissexual. Segundo Marc Shelly, médico de saúde pública do Hospital Fernad-Vidal de Paris e um dos autores do estudo, a tendência para pôr termo à vida, neste sector da população, não está vinculada a factores geográficos, sócio-profissionais ou ao facto de viverem sós ou em família, mas a factores psicossociais, como «a homofobia que provoca uma baixa da auto-estima».
 

 

Na opinião do porta-voz da federação francesa de centros gays e lésbicas (CGL), David Auerbach, «o relatório confirma o que vivemos todos os dias».
 

 

«Se extrapolarmos os resultados, podemos considerar que metade dos jovens suicidas são homossexuais ou questionam a sua orientação sexual», acrescentou o responsável. Segundo Auerbach, «o suicídio não está vinculado à homossexualidade, mas à homofobia e é preciso fazer campanhas de prevenção».
 

 

O estudo, realizado com 933 homens entre 16 e 39 anos, foi elaborado por investigadores independentes franceses, sob orientação do Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica (INSERM).
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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