Viagra não é remédio para todos os males

Conclusões publicadas no “International Journal of Impotence Research”

09 abril 2015
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O Viagra e outros medicamentos semelhantes não são uma cura completa para todos os males da impotência, revela um estudo levado a cabo pela Universidade de Manchester e pelo NatCen Investigação Social, no Reino Unido.
 
Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iF5) constituem a opção terapêutica de primeira-linha para o tratamento da disfunção erétil (DE), também denominada impotência, desde o seu aparecimento no mercado britânico em finais do século passado.
 
Vários estudos têm comprovado a sua eficácia, no entanto, investigadores da Universidade de Manchester sugerem que a restauração da funcionalidade erétil por via farmacológica não representa uma cura de todos os males.
 
David Lee, o autor principal do estudo, e a sua equipa avaliaram os testemunhos de 2.600 homens britânicos com idades compreendidas entre os 50 e 87 anos, e descobriram que os pacientes mais antigos com DE que tomavam Viagra, ou fármacos semelhantes, ainda assim expressavam descontentamento ou preocupação com a sua vida sexual.
 
Para este estudo foram utilizados os dados da mais recente recolha de informação do “Estudo Longitudinal Inglês Acerca do Envelhecimento” (ou ELSA, “English Longitudinal Study of Ageeing”). A análise dos dados revelou que os homens mais velhos que tinham usado recentemente iF5 relatavam níveis de função e atividade sexual mais elevados do que aqueles que não possuíam DE. No entanto, estes mesmos pacientes revelavam maior preocupação e/ou descontentamento com vários aspetos da sua atividade sexual e das suas relações.
 
Segundo o investigador britânico os dados demonstram que “os ganhos relativos à função e atividade sexual não são acompanhados por níveis mais baixos de preocupação e descontentamento em relação à saúde sexual e aos relacionamentos.”
 
E acrescenta: “É necessário que os profissionais de saúde atuem sobre isto e ofereçam uma abordagem mais abrangente em relação à gestão da DE. Isto deverá incluir um paciente bem informado, com expectativas realistas, apoio da parceira e melhor avaliação de problemas psicológicos ou da relação que possam exacerbar as preocupações e o descontentamento sexual.”
 
O líder da investigação chama ainda a atenção para outro achado: tanto os utilizadores de iF5 como os pacientes com DE não tratada apresentavam maior risco de hipertensão e diabetes.
 
David Lee sugere que “os médicos devem manter abertura para discutir com os pacientes os potenciais efeitos secundários na função erétil da medicação normalmente prescrita para condições crónicas, como a hipertensão e a diabetes tipo 2.”
 
De acordo com os investigadores, este estudo permite obter uma melhor perceção dos problemas e necessidades de homens mais velhos em relação à sua saúde sexual.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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