Viagra associado a perda auditiva

Estudo publicado nos Archives of Otolaryngology-Head and Neck Surgery

23 maio 2010
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O medicamento destinado a tratar a disfunção eréctil no homem, o Viagra, foi associado a perda auditiva, refere um estudo publicado nos Archives of Otolaryngology-Head and Neck Surgery.

 

“É prudente que os pacientes que usam estes medicamentos sejam avisados sobre os sinais e sintomas de deficiência auditiva e encorajados a procurar ajuda médica imediata para prevenirem danos permanentes”, advertiu o autor do estudo, Gerald McGwin, da University of Alabama em Birmingham, EUA.

 

Embora em 2007 a Food and Drug Administration (FDA) − a entidade norte-americana que regula a comercialização de fármacos e alimentos − tenha determinado a mudança nos rótulos destes medicamentos, tornando mais visíveis as informações sobre o risco de problemas auditivos, este é o primeiro estudo epidemiológico a avaliar a relação entre os fármacos PDE-5i (inibidores da 5-fosfodiesterase) e a perda auditiva.

 

Para o estudo, os investigadores analisaram dados de 11.525 homens com mais de 40 anos que tomaram esta classe de fármacos entre 2003 e 2006. A análise indicou que, em comparação com os que não tinham usado este tipo de fármacos, os homens que os tomaram tinham um risco duas vezes superior de perda auditiva.

 

De acordo com McGwin, a relação entre o uso destes medicamentos e a perda de audição foi mais evidente nos homens que tomaram sildenafil (Viagra), do que tadalafil (Cialis) ou vardenafil (Levitra), embora estes dois últimos fármacos não tivessem sido testados num número suficiente de homens para que se possa afirmar que são mais inócuos do que o sildenafil.

 

As medicações PDE-5i actuam nos pacientes com disfunção eréctil ao aumentar o fluxo sanguíneo em certos tecidos do corpo. “Há a hipótese de que eles possam ter um efeito semelhante sobre os tecidos da orelha, onde o aumento de fluxo sanguíneo pode potencialmente causar danos, levando à perda da audição”, explica McGwin.

 

Entre as limitações do estudo, citadas pelo próprio autor, estão a possível falta de precisão nas informações sobre a frequência do uso do medicamento e as condições pré-existentes que possam contribuir para a perda auditiva. O autor recomendou, por isso, a realização de mais estudos sobre os riscos dos PDE-5i.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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