Viagens tropicais e exóticas em segurança

Declarações de especialista em doenças infeciosas e em Medicina Tropical

03 maio 2012
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Numa altura marcada pelo início da época de férias, todo o cuidado é pouco para quem procura destinos tropicais. E para prevenir os riscos que podem ocorrer durante uma viagem destas, existem consultas do viajante em vários hospitais do país que podem ser essenciais para que os dias fora de Portugal sejam de sonho e não se transformem num pesadelo.

 

“Trata-se de uma consulta de riscos em que se pretende estabelecer o risco que determinado viajante terá ao deslocar-se para determinadas zonas”, revelou, em comunicado de imprensa, o especialista em doenças infeciosas e em Medicina Tropical do Instituto de Medicina Tropical e diretor clínico da Clínica de Medicina Tropical e do Viajante, Jorge Atouguia.

 

Na consulta, é necessário saber quais são as suas condições de saúde, quais são os riscos que existem no(s) destino(s) que irá visitar e quais são as atividades que o viajante vai desenvolver que poderão aumentar ou diminuir o risco. “Vivemos num local específico durante a maior parte do ano, temos hábitos regulares e o nosso organismo está adaptado a essa realidade”, acrescenta o infeciologista. Quando uma determinada pessoa se desloca, seja em trabalho, seja em lazer, é importante prevenir que adoeça durante a estadia de forma a não comprometer a sua ida e o seu regresso.

 

Jorge Atouguia defende que “esta consulta é indicada sobretudo para sensibilização das pessoas para as formas de prevenção dos riscos que podem surgir. Felizmente, já começo a receber muitas pessoas na consulta, não só para fazer vacinas mas para perceber, na prática, quais os riscos associados à viagem. Todos os anos podem surgir novos riscos para o mesmo destino porque as situações epidemiológicas dos viajantes estão sempre a mudar e porque em qualquer momento pode surgir um novo surto epidémico, sobretudo nos destinos tropicais.”

 

Isto significa que, mesmo que viaje regularmente para um mesmo local, não está isento de riscos. “Esta é uma ideia errada. Quando viajamos com muita frequência para uma mesma área, sobretudo nos países de expressão portuguesa, vamos pensando que estamos cada vez mais seguros e vamo-nos adaptando ao destino e já nos sentimos em casa”, explica Jorge Atouguia reforçando que “se formos para a China e para a Tailândia, já nos lembramos mais facilmente de eventuais riscos”.

Assim, o especialista deixa alguns conselhos:
- Levar sempre os produtos que usados por rotina. “Aconselha-se ainda que levem os medicamentos que os médicos prescrevem para prevenção de algumas doenças endémicas, como por exemplo, a malária, quando assim se justifica ou para doenças que possam surgir. Os outros medicamentos que os viajantes devem transportar estão relacionados com as atividades a desenvolver nos locais de destino”, defende o especialista em Medicina Tropical.
- Lembrar os repelentes para proteção dos mosquitos e protetores solares se vão para zonas onde vão estar expostos ao sol.
- Estar sempre alerta. “Passa-se de um extremo para outro com relativa facilidade. Somos muito de excessos entre o super pânico e o super alívio, o que pode ser perigoso. Devemos estar sempre alerta”, conclui Jorge Atouguia.
- Ter cuidado com as doenças de transmissão sexual.
- Estar atento a manifestações após o regresso. “É importante que as pessoas se mantenham alerta depois do regresso porque há manifestações que só surgem passado algum tempo da transmissão da doença ou da infeção”, defende Jorge Atouguia. Ou seja, o facto de não terem contraído determinada doença durante a estadia não significa que o viajante esteja isento de risco após o regresso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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