Via verde da sépsis reduz mortalidade em Portugal

Dados do Departamento da Qualidade na Saúde da Direcção-Geral da Saúde

30 junho 2010
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A sépsis, que causa mortalidade em cerca de 40% dos casos, está a ser reduzida em pelo menos três hospitais portugueses após a implementação da via verde da sépsis, revela o Relatório do Progresso, do Departamento da Qualidade na Saúde da Direcção-Geral da Saúde.

 

Miguel Soares Oliveira, responsável pela Qualidade Clínica e Organizacional do Departamento da Qualidade na Saúde, explicou à agência Lusa que a sépsis tem uma taxa de mortalidade superior à do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e à do enfarte agudo do miocárdio, sendo, por isso, “um problema de saúde pública”.

 

A via verde da sépsis está implementada em oito hospitais portugueses, sete na Região Norte e um na Região Autónoma da Madeira. Soares Oliveira afirmou que três destes oito hospitais forneceram já dados sobre os resultados da adopção desta medida, tendo-se concluído que “uma mortalidade, que em todo o mundo andará nos cerca de 40%, nestes três hospitais, após a implementação da via verde da sépsis, a mortalidade está nos 21,9%”.

 

Miguel Soares Oliveira realçou que “a incidência da sépsis está a aumentar”, mas acrescentou que está identificado um “conjunto de atitudes” que, a serem tomadas “numa fase muito precoce da doença”, pode reduzir “substancialmente” a mortalidade.

 

A via verde da sépsis, “algo completamente inovador no mundo”, pretende diagnosticar o mais rapidamente possível a doença, revela Miguel Soares Oliveira. “Acreditamos que as medidas de identificação precoce − é isso que constitui a via verde − de um doente com sépsis à entrada de um serviço de urgência, no momento da sua triagem, e que o início precoce de medidas dirigidas de tratamento − como o antibiótico e a melhoria do seu estado circulatório geral − são fundamentais para reduzir a mortalidade”, acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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