Via Verde AVC permitiu orientação clínica de 438 pacientes

Declarações de um especialista

29 novembro 2016
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Desde de setembro de 2015 que o programa “Via Verde AVC”, coordenado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), já permitiu a já permitiu a orientação clínica de 438 pacientes.
 

De acordo com Luís Cunha, diretor do serviço de Neurologia do CHUC, esta rede hospitalar garante uma resposta tecnicamente equitativa aos doentes que sofram um Acidente Vascular Cerebral (AVC), através de consultas de telemedicina.
 

O programa inclui, além do CHUC, o hospital distrital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar de Leiria, Centro Hospitalar Baixo Vouga, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Unidade Local de Saúde da Guarda, Centro Hospitalar da Cova da Beira e Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.
 

"Era previsível que os AVC iam necessitar de determinadas terapêuticas que não podiam ser estendidas a todos os hospitais e a preocupação foi, acima de tudo, primeiro dotar o CHUC dessas condições e oferecer aos doentes, independentemente da sua área geográfica, o mesmo tipo de possibilidade de recuperação", disse o médico à agência Lusa.
 

Até ao final de outubro de 2016, o projeto “Via Verde AVC” já realizou 438 consultas de telemedicina, que contribuíram "de forma significativa para a melhoria do resultado clínico e funcional dos doentes com AVC na região Centro".
 

Deste número, cerca de 60% não teve necessidade de ser transferido para o CHUC, evitando assim uma sobrecarga do hospital central, sem prejuízos para o doente. No mesmo período, a unidade central realizou 232 fibrinólises endovenosas e 156 trombectomias, terapêutica apenas efetuada nos CHUC.
 

A rede tem o CHUC como ponto central, onde diariamente, durante as 24 horas, uma equipa de especialistas acompanha em tempo real os doentes com AVC que dão entrada naquelas unidades e prescrevem a melhor terapêutica consoante a situação clínica.
 

De acordo com Luís Cunha, a rede permite que apenas os doentes mais graves sejam transferidos para Coimbra, já depois de estabilizados e com terapêutica iniciada.
 

"Tivemos ganhos de vária natureza, não só para o doente, que deixa de ter tratamentos a duas velocidades, consoante o local em que se encontrasse, mas também em termos de rentabilização dos serviços CHUC", disse o médico.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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