Versão feminina do Viagra pode não ser suficiente

Disfunção sexual feminina pode não funcionar só com fármacos, aponta investigadora

05 agosto 2001
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Enquanto cientistas tentam elaborar uma versão feminina do famoso Viagra, uma investigadora canadiana contesta a possível eficácia do componente de citrato de sildenafil na disfunção sexual da mulher.
 

 

Rosemary Basson, da Universidade de British Columbia, Canadá, tratar apenas a parte física da disfunção sexual feminina com drogas como o Viagra não deve surtir efeitos, caso não seja efectuada, em simultâneo, uam terapia psicológica.
 

 

De acordo com o artigo, publicado na edição de Agosto do jornal “Obstetrics and Gynecology”, drogas como o Viagra aumentam o fluxo sanguíneo na zona genital. No entanto, para muitas mulheres com problemas de excitação sexual, a congestão genital com sangue não é o problema.
 

 

E exemplifica: “Se uma mulher tem uma lesão nos nervos ligados ao tecido na vulva, ela pode apresentar apenas resposta sexual parcial”.
 

 

Mas, ao invés, noutros factores como depressão, efeitos secundários de medicamentos, problemas hormonais também podem interferir na excitação sexual.
 

 

No rol enumerado, a especialista aponta como problemas que necessitam de apoio psicológico causas como “experiências negativas do passado, auto-imagem sexual baixa, falta de segurança (relacionada com métodos anticoncepcionais, doenças sexualmente transmissíveis ou segurança emocional), sentimentos de ingenuidade ou emoções negativas em resposta à excitação sexual (às vezes relacionadas a abuso no passado) podem ser relevantes".
 

 

E para estas situações a versão feminina não pode actuar, segundo afirma a especialista. Mesmo se o problema inicial é biológico, ao longo do tempo, pode formar uma barreira emocional à medida em que a mulher perde confiança ou começa a evitar estímulos que a excitam. “Dar apenas um pouco de terapia hormonal ou fármacos que aumentem o neurotransmissor não será suficiente pois a sua experiência é muito complexa”.
 

 

Como sugestão, a especialista canadiana apela aos médicos para que incentivem as suas pacientes com disfunção sexual a recriar o contexto em que o sexo seja uma situação de prazer, já que as memórias recentes podem ser menos positivas.
 

 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: Reuters
 

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