Vendas agressivas disfarçadas em rastreios de saúde gratuitos

Alerta da Deco

21 janeiro 2016
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A Deco alertou os consumidores para a oferta de rastreios de saúde gratuitos pelo telefone que acabam por se revelar uma armadilha do consumo e lembrou que estas vendas agressivas podem ser canceladas nos primeiros 14 dias.
 

Numa nota divulgada pela Deco (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor), à qual a agência Lusa teve acesso, a associação diz já ter denunciado aquelas práticas à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), à Direção Geral do Consumidor (DGC) e à Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
 

A Deco acrescenta que “continua” a receber reclamações de consumidores que, a propósito da realização de rastreios de saúde gratuitos, são alvo de práticas comerciais desleais e enganosas.
 

A abordagem é feita pelo telefone, sendo os consumidores convidados a deslocaram-se a determinado local para efetuarem exames clínicos gratuitos. “Habitualmente, são locais que não levantam suspeita como, por exemplo, as instalações dos Bombeiros Voluntários ou coletividades”, adianta a associação, explicando que o rastreio de saúde oferecido como gratuito acaba por se revelar “uma armadilha” do consumo.
 

“Os consumidores são influenciados a adquirir determinados produtos e/ou tratamentos de valor bastante elevado e, caso não disponham da quantia solicitada como sinal, são muitas vezes acompanhados pelo comercial a uma caixa multibanco para efetuarem o levantamento do montante em causa”, refere a Deco.
 

O público-alvo destas campanhas de rastreios são consumidores com mais de 50 anos, com queixas clínicas, a quem é prometida a resolução dos problemas de saúde e lembrada a necessidade de fazer exames regulares devido à idade.
 

De acordo com a Deco, além da abordagem enganosa, há também uma venda agressiva: “Chegados ao local indicado, e perante a insistência e pressão dos vendedores, os consumidores vêm a sua liberdade de escolha limitada, acabando por assinar um contrato de forma precipitada”.
 

A Deco refere ainda que algumas das empresas que praticam este tipo de vendas não estão a respeitar o prazo de livre resolução (14 dias para cancelar o contrato) e o prazo de reembolso das quantias despendidas pelos consumidores.
 

“A Deco alerta todos os consumidores para este tipo de práticas e informa que estes contratos podem ser cancelados no prazo de 14 dias”, alerta a associação, lembrando que a vontade de cancelar o contrato tem de ser manifestada junto da entidade, através de carta registada com aviso de receção, devendo o consumidor guardar cópia da carta e dos registos de envio.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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