Velocidade de envelhecimento pode ser detetada no início da idade adulta

Estudo publicado nos ”Proceedings of the National Academy of Sciences”

09 julho 2015
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Investigadores americanos sugerem que a velocidade de envelhecimento pode ser detetada no início da idade adulta e não apenas mais adiante na vida, dá conta um estudo publicado nos ”Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

À medida que a população mundial envelhece, a prevalência de doenças associadas à idade também aumenta. Com o aumento do número dessas doenças, as intervenções antienvelhecimento tornam-se cada vez mais importantes. Os jovens são o alvo ideal para as intervenções, uma vez que encontram-se numa altura da vida em que ainda é possível prevenir as doenças associadas à idade. Contudo, há algum ceticismo em torno da velocidade de envelhecimento poder ser detetada em jovens adultos que estão ainda a desenvolver doenças crónicas.
 

O envelhecimento pode ser constatado através de alterações físicas que ocorrem nomeadamente nos olhos, no cabelo e na mobilidade das articulações, mas também pode ser observado nos órgãos internos. Assim, neste estudo os investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, para além de terem entrevistado 954 indivíduos nascidos entre 1972 e 73 avaliaram os rins, fígado, pulmões, função metabólica e imunológica dos participantes. Foram também avaliados outros parâmetros, como níveis de colesterol, saúde oral, condição dos vasos sanguíneos e comprimento dos telómeros.
 

Os investigadores utilizaram uma seleção destes biomarcadores para ditar a idade biológica de cada participante, atualmente com cerca de 38 anos. As idades biológicas variaram entre menos de 30 e quase 60 anos.

 

O estudo apurou que a maioria dos indivíduos envelheceu a uma taxa de um ano biológico por ano, mas alguns estavam a envelhecer a 3 anos biológicos por cada ano cronológico, enquanto outros a zero anos biológicos por ano. Os participantes que apresentaram uma maior idade biológica aos 38 pareciam ser também aqueles que estavam a envelhecerem a um ritmo mais rápido.

 

Os participantes foram também convidados a realizar uma série de testes geralmente fornecidos a pessoas com mais de 60 anos. Estes incluíam problemas e testes de equilíbrio e coordenação. Verificou-se que os indivíduos biologicamente mais velhos tiveram um pior desempenho nos testes e revelaram ter mais dificuldades físicas do que os seus pares biologicamente mais jovens.

 

Estudos anteriores que envolveram gémeos demonstraram que apenas cerca de 20% do envelhecimento é influenciada por genes, o que significa que os fatores ambientais desempenham um papel importante. "Isto dá-nos alguma esperança de que a medicina possa ser capaz de retardar o envelhecimento e dar às pessoas anos de vida mais saudáveis", revelou, em comunicado de imprensa, Terrie Moffitt.

 

Os investigadores esperam que um dia seja possível os médicos interferirem no processo de envelhecimento, em vez de terem por alvo as doenças como o cancro e doença cardíaca que são mais prevalentes na população idosa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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