Vegetarianos radicais são magros...

...mas saudáveis, diz estudo

19 junho 2005
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As pessoas que adoptam por uma dieta vegetariana radical, consumindo apenas alimentos crus, são magras, mas surpreendentemente saudáveis, segundo investigadores norte-americanos.
 

 

Embora os nutricionistas e a indústria de alimentos alertem para que uma dieta sem lacticínios possa provocar osteoporose, a equipa da Escola de Medicina da Universidade Washington, em Saint Louis, concluiu que os «vegans», como se intitulam, têm ossos fortes. «É possível que estas pessoas não tenham um risco maior de fracturas, mas que a sua baixa massa óssea esteja relacionada ao facto de serem mais leves, porque ingerem menos calorias», disse Luigi Fontana, que liderou o estudo, publicado na revista Archives of Internal Medicine.
 

 

Esses vegetarianos só consomem alimentos derivados de plantas, desde que não tenham sido cozidos, processados ou alterados. «Por causa do seu baixo consumo de calorias e proteínas, têm um índice de massa corporal (IMC) baixo e um baixo nível de gordura corporal. É bem documentado que um IMC baixo e a perda de peso estão fortemente associados à baixa massa óssea e a um risco maior de fracturas, enquanto a obesidade protege contra a osteoporose.»
 

 

O grupo estudou 18 vegetarianos radicais com idades entre 33 e 85 anos. Todos eles apenas consumiam legumes, frutas, nozes e grãos germinados, sempre crus. Em média, mantinham essa dieta há 3,6 anos.
 

 

Os investigadores compararam-nos a 18 norte-americanos «normais». Os vegetarianos tinham IMC médio de 20,5, enquanto o outro grupo estava levemente acima do peso -- IMC 25. Considera-se que uma pessoa está no peso ideal quando seu IMC (o peso dividido pelo quadrado da altura) fica entre 18,5 e 24.
 

 

Fontana esperava que os «vegans» tivessem baixos índices de vitamina D, devido à ausência de alimentos de origem animal na sua dieta. Mas, na verdade, os índices de vitamina D desse grupo eram «muito maiores» do que na média.
 

 

A vitamina D é produzida pela pele quando o corpo é exposto ao sol. Essa substância é essencial para a manutenção dos ossos. Devido à sua importância, a indústria passou a acrescentá-la ao leite e a outros alimentos. «O que acontece é que estas pessoas são bastante inteligentes para se exporem à luz do sol, com o objectivo de aumentar as suas concentrações de vitamina D», disse Fontana.
 

 

Além disso, esses vegetarianos têm índice baixo da proteína C-reativa, uma molécula inflamatória que está vinculada a ataques cardíacos, diabetes e outras doenças crónicas. E, para completar, os «vegens» radicais também têm índices menores de IGF-1, um factor de crescimento ligado ao risco de cancro da próstata e da mama.
 

 

Fontana, porém, não defende a dieta com alimentos crus. Mas afirma que, para evitar o cancro e as doenças cardíacas, as pessoas deveriam comer mais frutas, legumes e grãos integrais.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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