Vasectomia pode agravar risco de cancro agressivo da próstata

Estudo publicado na “Journal of Clinical Oncology”

21 julho 2014
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Após uma vasectomia, os homens apresentam um risco mais elevado de cancro da próstata, risco este que é agravado nos casos de cancro da próstata agressivo e fatal, são as conclusões de um estudo alargado sobre este tópico.
 

Conduzido pela Harvard School of Public Health, em Boston, EUA, o estudo teve por base a análise de dados recolhidos de 49.405 homens americanos, com idades compreendidas entre os 40 e os 75 anos no início do estudo, em 1986, e que foram seguidos durante um período de 24 anos, até 2010.
 

Durante o período de acompanhamento, foram diagnosticados 6.023 casos de cancro da próstata nos participantes, tendo 811 sucumbido à doença. 25% dos homens declarou ter sido submetido a uma vasectomia. A análise dos dados revelou um aumento geral de 10% no risco de cancro da próstata nos homens que tinham tido uma vasectomia.
 

Foi também estabelecida uma associação entre a vasectomia e o risco acrescido nas formas mais agressivas de cancro da próstata, sendo 19% mais elevado para o risco de cancro avançado e 20% mais elevado para o cancro fatal. Não foi encontrada uma associação entre a vasectomia e o risco de cancro de baixo grau. No grupo de homens que faziam o teste do PSA (Antigénio Especifico da Próstata) o risco aumentava para 56%.
 

“Os resultados suportam a hipótese que a vasectomia está associada a um risco aumentado de cancro da próstata avançado ou fatal”, confirmou Lorelei Mucci, professora de epidemiologia na Harvard School of Public Health e coautora do estudo.
 

É de referir que os investigadores não estabeleceram uma associação entre o risco aumentado de cancro da próstata no grupo do teste do PSA e o risco aumentado deste cancro devido àquele exame. Podem haver outras explicações para o aumento do risco de cancro da próstata neste grupo, como por exemplo, um resultado positivo, perante o qual é recomendado fazer-se o exame do PSA regularmente.
 

Apesar dos resultados, os investigadores aludem que embora 20% seja, de um ponto de vista estatístico, um índice significativo, o seu efeito produz um aumento relativamente pequeno no risco absoluto de se vir a desenvolver cancro da próstata.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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